Publicado em 18/05/2026
Foto: Reprodução
Por Redação
Um estudante de 11 anos foi encaminhado ao Conselho Tutelar na manhã desta segunda-feira (18) após ser flagrado portando dois simulacros de arma de fogo dentro da Escola Estadual Doutor Mário de Oliveira, localizada na Travessa Guaporé, no bairro Capoeira, em Rio Branco.
A apreensão ocorreu durante uma fiscalização de rotina da Operação Escola Segura, coordenada por policiais militares do Policiamento Comunitário Charlie.
De acordo com o boletim da Polícia Militar, os agentes estavam na unidade de ensino conversando com a equipe de coordenação pedagógica quando flagraram o aluno exibindo um dos objetos na entrada do estabelecimento. Relatos colhidos no local apontaram que o comportamento do menor já vinha gerando apreensão e que ele estaria intimidando outros colegas de classe.
Ao realizarem a abordagem, os policiais constataram que se tratava de réplicas sem potencial lesivo real, porém com forte poder de intimidação visual:
Simulacro de pistola: Confeccionado de forma artesanal com papelão, papel alumínio e fita isolante, imitando uma arma de calibre .380;
Simulacro de espingarda: Improvisado a partir da estrutura plástica de uma lavadora de alta pressão acoplada a um cabo, assemelhando-se a uma arma de calibre 12.
Motivação e vulnerabilidade
Ao ser questionado pela guarnição sobre a presença dos objetos no ambiente escolar, o estudante confessou que tinha a intenção de ameaçar outros alunos. Como justificativa, o menor afirmou ser alvo constante de bullying por parte de colegas da instituição.
Durante o desdobramento da ocorrência, a coordenação da Escola Doutor Mário de Oliveira informou aos policiais que o estudante possui diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), embora o laudo médico comprobatório não tenha sido apresentado formalmente à equipe no momento do registro.
Diante dos fatos, o comando da patrulha acionou o Conselho Tutelar. O estudante foi conduzido à sede do 4º Conselho Tutelar, na região central de Rio Branco, onde foram iniciados os trâmites para a localização, comparecimento e notificação oficial de sua responsável legal.
Os dois simulacros de armas de fogo foram apreendidos e apresentados na 1ª Delegacia de Polícia Civil, que ficará responsável por dar o andamento jurídico e os procedimentos cabíveis ao caso.

