Publicado em 15/04/2026
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Por Redação
No mesmo dia em que fortes temporais voltaram a castigar Rio Branco, o senador Alan Rick (Republicanos-AC) utilizou a tribuna do Senado Federal, nesta terça-feira (14), para cobrar soluções estruturais e a ampliação de investimentos em saneamento básico e drenagem no Acre. Enquanto o parlamentar discursava em Brasília, bairros da capital acreana registravam pontos críticos de alagamento, reforçando o tom de urgência da fala.
O senador apontou que a ausência de infraestrutura adequada para o manejo de resíduos sólidos, esgoto e escoamento de águas pluviais é a raiz dos problemas que se repetem anualmente no estado. Para Alan Rick, a persistência dessas crises, mesmo após a aprovação do Novo Marco Legal do Saneamento em 2020, evidencia uma falha no planejamento e na priorização de recursos.
Economia na Saúde e Desafio Amazônico
Durante o pronunciamento, o parlamentar recorreu a dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) para justificar a necessidade de acelerar as obras de infraestrutura. Segundo o senador, o investimento preventivo é a forma mais eficiente de gerir o dinheiro público.
“Cada R$ 1 que se investe em saneamento, você economiza R$ 5 em saúde. São dados que revelam a necessidade premente da Amazônia de enfrentar o problema do saneamento, do controle das enchentes e da drenagem urbana”, afirmou Alan Rick.
O senador ressaltou que o desafio abrange desde os centros urbanos mais populosos até as comunidades mais isoladas do interior acreano, onde o acesso à água tratada ainda é uma barreira para o desenvolvimento humano.
Com o objetivo de cumprir as metas federais de universalização dos serviços de água e esgoto até 2033, o parlamentar defendeu a imediata execução de projetos que já estão estruturados para o estado.
Como desdobramento prático de seu posicionamento, Alan Rick anunciou que deve se reunir em breve com o prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, para discutir a implementação de novas frentes de trabalho. O foco da agenda será a viabilização de recursos para obras de infraestrutura que possam minimizar o impacto das chuvas e retirar a capital do ciclo de alagamentos sazonais.

