Publicado em 06/06/2026
Foto: Reprodução
A rápida mobilização das forças de segurança e a interdição preventiva da Ponte Padre Paolino Baldassari, em Sena Madureira, foram os fatores determinantes para evitar uma tragédia de proporções ainda maiores. A avaliação é do subcomandante do Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC), coronel Éden Santos, em entrevista concedida ao ac24horas Play neste sábado (6). A estrutura colapsou na noite da última sexta-feira (5), por volta das 18 horas.
Logo após o desabamento, uma operação de emergência integrada foi deflagrada. Bombeiros locais e equipes especializadas da capital, Rio Branco, foram mobilizados para o atendimento imediato às vítimas e isolamento da área de risco.
As primeiras equipes de reforço estratégico chegaram ao município por volta das 23 horas de sexta-feira para estruturar as ações de resposta em um cenário de visibilidade reduzida e incertezas sobre o número de atingidos.
Ao todo, quatro pessoas foram identificadas como vítimas do desabamento. O resgate inicial contou com o apoio crucial de moradores da região. Todos os feridos receberam atendimento emergencial e foram encaminhados ao hospital local. Conforme as últimas atualizações da corporação, três das vítimas já foram transferidas para Rio Branco para cuidados complementares.
Para garantir que não houvesse sobreviventes presos nos escombros ou submersos, o CBMAC enviou um contingente especializado ao local 10 bombeiros mergulhadores e 3 oficiais especialistas em estruturas colapsadas.
Até o momento, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar confirmaram que não há relatos ou registros de pessoas desaparecidas.
Interdição prévia evitou cenário catastrófico
Um dos pontos mais críticos destacados pelo subcomandante foi a decisão conjunta de interditar a ponte na quinta-feira (4), um dia antes do desabamento, após engenheiros identificarem graves riscos estruturais. A ação envolveu o comando dos Bombeiros, Polícia Militar, Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre) e equipes técnicas.
Na manhã deste sábado, as equipes retornaram ao local do incidente para monitorar o perímetro. O foco atual é estrito: impedir o acesso da população às áreas adjacentes, que ainda oferecem perigo. A análise de estabilidade do que restou da estrutura ficará a cargo de engenheiros especializados.
Nos próximos dias, o Corpo de Bombeiros deve emitir um relatório situacional técnico detalhando todas as constatações operacionais e de segurança. O documento servirá de base para as próximas medidas de mobilidade e proteção dos moradores de Sena Madureira.

