Publicado em 26/05/2026
O Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual do Acre (CAPDV), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), realizou nesta terça-feira, 26, uma roda de conversa com os servidores, comunidade e membros da Associação das Pessoas com Deficiência Visual do Acre (Adevir), com Aldo Silva, deficiente visual, que viaja pelo Brasil de ônibus, disseminando a igualdade e combate ao capacitismo e ao preconceito.

Aldo, que hoje tem 60 anos, perdeu a visão aos 53, em consequência de um glaucoma. “Eu poderia ter ficado me lamentando, mas continuei a minha vida normalmente, continuei fazendo meu almoço, cozinhando minha comida, tendo a minha rotina, mesmo com as dificuldade”, relatou.

Para Aldo, ter a possibilidade de conversar com pessoas é importante. “Eu percebi que não podia ficar parado, vivendo a minha deficiência, aproveitei essa oportunidade para auxiliar outros [deficientes visuais] e mostrar para as pessoas que nós temos a nossa autonomia, temos liberdade, podemos sair, passear, viajar e conhecer os lugares”, ressaltou.

Tendo já trabalhado como caminhoneiro e motorista de ônibus em Rio Grande, município do Rio Grande do Sul, Aldo explica que teve que reaprender a andar: “Logo procurei uma associação, pois a bengala é o nosso guia. Rio Branco é a 24ª capital que eu visito, e sempre sou recebido com muito carinho e afetuosidade; é uma oportunidade estar aqui no CAP para essa conversa”, disse.
Francisco do Nascimento, coordenador da Adevir, é professor do Instituto Federal do Acre e contou a importância de ter participado da conversa.
“Essa iniciativa do Aldo é louvável e corajosa, é um exemplo que ele está deixando para as pessoas, sobretudo para quem tem deficiência visual. É uma luta contra o capacitismo, e inspira quem tem alguma deficiência, temos alguns atendidos da associação que vieram, e com certeza vão tirar coisas boas daqui”, avaliou.
O chefe do CAPDV, Jessildo Oliveira, explica que a visita de Aldo foi importante, pois promoveu reflexões sobre a deficiência e suas supostas limitações, incentivando a autonomia dos atendidos pelo centro.
Agência de Notícias do Acre

