Publicado em 25/05/2026
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Por Redação
O Acre enfrenta um avanço preocupante nos índices de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026. Dados oficiais divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) neste domingo (24) revelam que o volume de internações hospitalares disparou nos primeiros meses deste ano, superando com larga margem os registros computados no mesmo período de 2024 e 2025.
De acordo com o mais recente boletim epidemiológico, o estado contabilizou 1.247 notificações de SRAG entre as semanas epidemiológicas 1 e 19 de 2026. Para fins de comparação, no mesmo intervalo de tempo, haviam sido registrados 935 casos em 2024 e 913 em 2025.
O relatório técnico aponta que a escalada da doença teve início precoce, ainda na segunda semana epidemiológica do ano, mantendo uma tendência de alta contínua nas semanas subsequentes.
O ápice do surto até o momento ocorreu na semana 9, correspondente ao mês de março, quando a rede de saúde do Acre chegou a registrar 81 casos graves em um período de apenas sete dias.
A curva epidemiológica atual acendeu o sinal de “alerta contínuo” nas unidades hospitalares do estado, que operam sob forte pressão devido à alta demanda por leitos de isolamento e suporte respiratório.
Principais agentes causadores e grupos de risco
As análises laboratoriais das amostras coletadas indicam que o aumento dos quadros graves está sendo impulsionado pela circulação conjunta de vírus sazonais. Os principais patógenos identificados foram Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Rinovírus e Influenza A.
Alerta na Pediatria: O boletim epidemiológico emite um aviso severo sobre o perfil dos pacientes internados. O Acre atingiu o nível máximo de atenção especialmente nas internações de crianças pequenas, grupo considerado biologicamente mais vulnerável a complicações e insuficiências respiratórias severas originadas por esses vírus.
De acordo com os especialistas da Sesacre, embora a sazonalidade desses vírus seja esperada para esta época do ano, o comportamento do surto em 2026 tem se mostrado atípico. O fator determinante para essa classificação é o volume expressivo de notificações concentrado logo no início do ano, o que exige um monitoramento rigoroso e o reforço das medidas de prevenção por parte da população.

