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Administração Penitenciária e Tribunal de Justiça do Acre promovem ação Abraçando Filhos para mulheres privadas de liberdade

Publicado em 18/05/2026

Abraços apertados, sorrisos de orelha a orelha e muito choro, de alegria. Foi com muita emoção que 25 mulheres privadas de liberdade reencontraram seus filhos no átrio do edifício-sede do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), nesta sexta-feira, 15, em Rio Branco.

Marcando a recente passagem do Dia das Mães, foi realizada mais uma edição do projeto Abraçando Filhos, a primeira de 2026. A iniciativa, que é organizada pela Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinj) do TJAC, em parceria com o Instituto de Administração Penitenciária do Estado (Iapen), tem o objetivo de diminuir a distância entre mães encarceradas e seus filhos, proporcionando a todos um momento agradável e de muito carinho.

Encontro foi realizado em homenagem ao Dia das Mães, comemorado no último domingo. Foto: Zayra Amorim/Iapen

O chefe interino da Divisão de Estabelecimento Penal Feminino de Rio Branco, Jair Lira, disse que o momento é de grande importância para as detentas: “As apenadas ficam muito satisfeitas em vir, poder ver os filhos, os familiares, e a gente proporciona todo esse ambiente com o Tribunal de Justiça. O nosso desejo é que elas, quando saírem, não retornem, que continuem no seio de suas famílias”.

Projeto Abraçando Filhos
“Momentos como o reencontro das mães com seus familiares fortalecem os laços afetivos e contribuem para a ressocialização”. ressaltou o juiz auxiliar da Vice-Presidência do TJAC, Bruno de Menezes. Foto: Gleilson Miranda/Secom TJAC

“Este projeto vai para além da temática do Dia das Mães; este mês também é voltado à proteção da infância e juventude, que tem toda relação com o cuidado materno, é o Maio Laranja, ou o Mês da Infância Protegida. Momentos como o reencontro das mães com seus familiares fortalecem os laços afetivos e contribuem para a ressocialização”, ressaltou o juiz auxiliar da Vice-Presidência do TJAC, Bruno de Menezes.

“O maior martírio de uma mãe presa é não poder estar perto dos seus filhos”, diz detenta. Foto: Zayra Amorim/Iapen

A detenta T.S. relatou a alegria de rever as filhas: “Estar vivendo esse momento é sem palavras, porque não é toda vez que eu vejo minhas filhas. Poder viver esse momento eu acho muito legal, porque o maior martírio que uma mãe presa é não poder estar perto dos seus filhos. E é muito bom estar aqui, pelo menos matando um pouquinho dessa saudade, que é gigante”.

Agência de Notícias do Acre

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