Publicado em 18/05/2026
Inicia nesta segunda-feira (18) a 24ª Semana Nacional de Museus, uma iniciativa anual promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Até o dia 23 de maio, instituições de todo o país mobilizam programações especiais sob o tema “Museus: unindo um mundo dividido”.
A edição deste ano propõe uma reflexão profunda sobre como os espaços culturais podem responder aos principais desafios contemporâneos, como as desigualdades socioeconômicas, a intolerância, a exclusão social e as acirradas disputas de narrativas na sociedade moderna.
Espaços de diálogo e cidadania
Longe de serem apenas depósitos de relíquias do passado, os museus vêm consolidando seu papel como agentes ativos de transformação social. De acordo com a premissa do evento, essas instituições firmam um compromisso com:
Educação e inclusão: Ampliação do acesso democrático à cultura;
Diversidade cultural: Valorização de saberes de diferentes povos;
Cidadania: Construção de espaços baseados na escuta e no diálogo coletivo.
O encontro nacional também coloca em pauta o direito à memória, destacando a urgência de ampliar a representatividade de grupos historicamente invisibilizados. As diretrizes do evento enfatizam a necessidade de dar protagonismo a povos indígenas, populações negras, comunidades tradicionais, pessoas com deficiência, mulheres e à comunidade LGBTQIAPN+.
O papel do Museu dos Povos Acreanos
No cenário local, o Museu dos Povos Acreanos se alinha à mobilização nacional reafirmando sua missão institucional voltada à Amazônia. A instituição busca se consolidar como um espaço acessível e participativo, com foco direto no fortalecimento das identidades e memórias dos povos da floresta.
“A programação da semana busca aproximar o público do museu por meio de atividades culturais, educativas e reflexivas, fortalecendo o museu como um espaço vivo, democrático e essencial para a construção de uma sociedade mais justa, plural e humana”, destaca o texto institucional da semana de debates.
As atividades planejadas para os próximos dias visam estreitar os laços entre a comunidade local e o acervo, promovendo debates que cruzam a história regional com os desafios globais de convivência e tolerância.


