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domingo, 17 de maio de 2026
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Caso Edmundo Pinto: como dois tiros no meio da madrugada, em São Paulo, mudaram para sempre os destinos do Acre há 34 anos

Publicado em 17/05/2026

Foi exatamente assim, na madrugada fria de sábado para domingo, quando em 17 de maio de 1992, portanto, há 34 anos, governador do Acre, advogado Edmundo Pinto (PDS – hoje PP) foi assassinado com dois tiros de revólver 38, no apartamento 704 do Della Volpe Garden Hotel, na rua Frei Caneca,1199 – bairro Bela Vista, na zona central de São Paulo. À época, o Brasil era presidido por Fernando Collor de Melo (PRN). O governador de São Paulo era Fleury Filho (MDB); Luiza Erundina (PT) era a prefeita de capital paulista. Rio Branco, a capital acreana, tinha como prefeito Jorge Kalume (PDS), o maior responsável pela vitória de Edmundo em 1990.

O Acre e o Brasil acordaram com a trágica notícia. Pinto foi assassinado dois antes de prestar depoimento à CPI do FGTS, no Congresso Nacional e teria prometido revelar detalhes sobre supostos lobistas que cobravam propina para liberar recursos financeiros nos ministérios, em Brasília. Os três assassinos do governador: Edilson Alves do Carmo, Gilson José da Silva e Jomildo Ramos Barbosa foram presos e condenados por latrocínio, um tipo de crime hediondo, mas morreram todos na prisão, antes de cumprirem suas respectivas penas.

A morte do governador ganhou grande repercussão à época e se tornou um dos grandes mistérios da política brasileira nos anos de 1990. O caso foi tema de reportagens investigativas, debates no Congresso e até de questionamentos diplomáticos, dado o envolvimento de grandes empreiteiras e figuras do alto escalão do governo federal e virou minissérie na Netflix, que resgatou a história em série documental. Para a família do governador e aliados, Edmundo Pinto foi vítima de crime político, uma vez que a empreiteira Odebrecht, que havia vencido o processo de licitação para construção do Canal da Maternidade, era acusada de fraude no certame e superfaturamento. A obra foi orçada em US$ 110 milhões, mas o projeto era bem mais ousado que o executado pelos adversários de Pinto, 10 anos depois.

O então governador de São Paulo, Fleury Filho determinou ao secretário de Segurança Pública, doutor Pedro Franco de Campos, dedicação total para elucidar o caso em tempo recorde. De imediato, o secretário nomeou o doutor Nélson Guimarães, que era o diretor-geral da Divisão de Homicídios para presidir o inquérito policial. No mês seguinte, o secretário caiu e governador nomeou Michel Temer como secretário. O caso foi concluído como latrocínio, apesar dos apelos dos familiares, amigos e aliados políticos do governador acreano.

Dana Fátima Almeida, viúva de Edmundo Pinto, nunca aceitou a versa da polícia paulista. Há alguns anos, ela passou a morar em Maringá, terceira maior cidade do Paraná – a 420 km de Curitiba. Maringá é frequentemente eleita a melhor cidade do Brasil para viver devido ao seu planejamento urbano exemplar, altíssima qualidade de vida, segurança acima da média nacional e serviços públicos de excelência, especialmente em saúde e saneamento. Os filhos do governador Edmundo Pinto – Rodrigo, Nuana e Pedro, moram há vários anos, em Dubai, maior cidade dos Emirados Arabes, mas no momento Pedro e Nuana estão passando uns dias ao lado da mãe, em Maringá. Rodrigo deve vir ao Brasil em junho.

Edmundo Pinto de Almeida Neto foi um advogado e político que se destacou em sua época, vindo a ser eleito governador do Acre em 1990, aos 37 anos. Ele já tinha atuado com êxito em mandatos de vereador e de deputado estadual, em Rio Branco, cidade onde nasceu no dia 21 de junho de 1953. Antes de ser eleito governador, em 1990, derrotando Jorge Viana (PT), ele foi vereador e deputado constituinte, participando ativamente do processo de elaboração discussão, votação e promulgação da Constituição Estadual e autor da lei que resultou na criação do Tribunal de Contas do Estado do Acre TCE-AC, que antes era Auditorias de Contas do Acre.

A morte do governador, um ano e depois meses após sua posse, em 15 de março de 1991, mudou o destino do Acre, tanto que, no mesmo ano, o PT e outros partidos de esquerda, chegaram à Prefeitura de Rio Branco e prepararam o terreno para conquistar o governo em 1998 e passaram 20 anos no poder e o Acre entrou de cana na tal “florestania” que nos condenou a duas décadas de atraso, pois o Acre foi transformado em verdadeiro santuário ecológico.

O canal da Maternidade que Edmundo Pinto projetou e que gerou bastante polêmica no processo de licitação “vencido” pela Odebrecht, orado em R$ 110 milhões. Edmundo pretendia resolver dois problemas ao mesmo tempo: a questão ambiental, dando destino correto ao esgoto, e a questão da mobilidade urbana, uma vez que da rua Leblon, no bairro Floresta, até o rio Acre, o transito seria otimizado para evitar congestionamento nas avenidas Getúlio Vargas Nações Unidas, Ceará, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

O governador Edmundo Pinto costumava a afirmar, em seus discursos em praça pública, nas reuniões fechadas e nas entrevistas que faria uma verdadeira revolução moral e ética nos procedimentos políticos e administrativos no Acre. Em campanha, notadamente nos redutos da direita, o governador afirmava em alto e bom som: Esses meninos do PT e dos demais partidos de esquerda, os socialistas-comunistas, não me assustam. Vou aplicar uma surra de votos neles”. Ele ganhou a eleição, derrotou a estrutura milionária do MDB, no primeiro turno e no segundo trucidou a esquerda que à época era muito forte no Acre, mas dois tiros no meio da madrugada paulista mudaram para sempre os destinos políticos e administrativos do nosso Acre.

Não colou
A esquerda e os centristas corruptos vão ter que inventar e criar um novo factoide: a conversa na qual o líder nas pesquisas para a Presidência da República, senador Flavio Bolsonaro pede ajuda financeira ao banqueiro Daniel Forcarão, do banco Master, para cobrir custos com o filme do ex-presidente Jair Bolsonaro, não teve, na prática, nenhum impacto negativo. Primeiro que não há nenhum crime nessa história e segundo que Vircaro bancou filme de todo mundo, inclusive do Presidente da República, até a poderosa Globo se lambuzou no esquema financeiro.

Golpe eleitoral
Senador Márcio Bittar (PL) voltou a criticar a chamada “taxa das blusinhas”, ao divulgar vídeo nas redes sociais em que acusa o Presidente da República de agir por conveniência eleitoral ao anunciar o fim da cobrança sobre compras internacionais de até US$ 50. Os aliados do governo saem em defesa do presidente e lembram que o senador votou a favor da aprovação da taxação das blusinhas no Congresso nacional. Aliás, a esquerda é especialista em golpe.

Questionamentos
Marcio Bittar afirma que o governo petista “taxa tudo” e diz que a revogação da cobrança seria uma “medida eleitoreira”. Segundo ele, a eventual retirada da taxação por medida provisória levantaria dúvidas sobre a intenção real do Palácio do Planalto. “Passado a eleição, será que vai manter? Será que vai mandar para o Congresso um projeto de lei para acabar de uma vez por todas com a taxação que eles criaram?

Desgaste
Bittar também afirma que a mudança é em função do enorme ao desgaste político provocado pela impopularidade da medida. “Bom, percebendo o Lula, o PT, que isso foi impopular, porque isso aumentou o preço de todo mundo que usava a tal da blusinha, o que ele faz agora? Pediu uma medida provisória para acabar com aquilo que ele fez”, afirmou.

Suspeitas
O senador acreano suspeita da duração da tal Medida Provisória. “Agora, qual que é o problema? Qual que é o perigo se tratando dessa gente? O perigo é o seguinte: se ele quisesse mudar a lei, ele passaria pelo Congresso Nacional. Uma medida provisória dura quatro meses. Passado a eleição, será que vai manter? Será que vai enviar ao Congresso um projeto de lei para acabar de uma vez por todas com a taxação que eles criaram? Ou será que é uma medida eleitoreira? ”, disse.

Canoa afundando
“Percebeu que deu errado, percebeu que é impopular, faz uma medida provisória, talvez porque esteja percebendo que a canoa está afundando. Mas de qualquer maneira, nós estaremos atentos para acabar com um governo que só sabe gastar muito mais do que o que arrecada. E aí, a inflação que aparece faz com que o brasileiro tenha menos alimento em casa, possa comprar menos remédio, tenha a vida mais apertada. Mas daqui a pouco, nas eleições, nós vamos varrer a esquerda e tirar essa turma que governa o Brasil há quase 20 anos. Deus nos proteja”, afirmou.

Encontro de líderes
O líder do governo na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Manoel Moraes (PP) realizou, na noite de sexta-feria,15, em Rio Branco, o 4º Encontro de Líderes. Mais de 600 lideranças comunitárias de diversos bairros e regiões da capital acreana participaram do encontro. O principal objetivo apresentar, às lideranças, o trabalho desenvolvido por Manoel Moraes em defesa do desenvolvimento do Acre, além de promover um diálogo sobre o futuro do Acre, especialmente de Rio Branco.

Compromisso
Participaram do evento importantes representantes da sociedade acreana, entre eles o presidente da Assermurb, Zé Augusto; o coordenador do programa Saúde e Prevenção do Barão, Rafael Silva; a presidente do Iteracre, Gabriela Câmara; Vereador Hildegard Pascoal; além de outras lideranças políticas e comunitárias da capital. Moraes destacou a importância da participação popular na construção de políticas públicas e reforçou seu compromisso com o desenvolvimento social e econômico do Acre.

Eleições do Confea/Crea
Comissão Eleitoral Federal (CEF) torna pública a realização das Eleições Gerais do Sistema Confea/Crea e Mútua 2026.As eleições ocorrerão no dia 03 de julho de 2026 (sexta-feira), das 8h às 19h (horário de Brasília/DF), exclusivamente pela internet, por meio do sistema de votação eletrônica disponibilizado aos profissionais aptos a votar e aos delegados eleitores credenciados.

Entrevista na TV
Na sexta-feira, 15, conversei, no programa Boa Noite Rio Branco, na TV Rio Branco-Rede Cultura, com o candidato a presidência do Crea-AC, engenheiro mecânico Aysson Rosas e com o candidato a diretor geral da Mútua-AC, engenheiro eletricistas Edilailson Pimentel. Aysson já foi presidente do Crea-AC, de 1997 a 2002. Edilailson foi conselheiro regional de 2018 a 2024.

Ele voltou
Após uma passada rápida pela presidência do Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (Depasa), o engenheiro civil Tião Fonseca está de volta ao cenário como candidato à presidência do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Acre (Senge-AC). Ele já presidiu o Senge-AC, de 2006 a 2020, quando foi substituído pelo também engenheiro Claudio Mota.

Engenharia Unida
Tião Fonseca conseguiu, ao longo de seu mandato, criar um movimento chamado Engenharia Unida, composto por lideranças do Crea-AC, Mutua, Senge-AC e Associação dos Engenheiros. Uma das maiores conquistas desse movimento, além do reconhecimento e valorização profissional, foi a criação de um piso salarial para os engenheiros. Nenhum profissional da engenharia pode ganhar menos de 8,5 salários mínimos.

Greve na Ufac
Servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Acre (Ufac) fecharam os portões da instituição e estão em greve desde a manhã de quinta-feira. A paralisação é comandada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação e Cultura do Acre (Sintest-AC). Apenas pedestres tiveram acesso ao campus. Os veículos ficaram impedidos de entrar nas dependências da universidade. Os caras fazem o “L” e depois ficam reclamando. Agora é tarde!!

Coincidência
O movimento teve início às 4h30, segundo informação passada pelo representante do Comando Local de Greve, Aldemar Sena, o Dema da Ufac. A greve coincidiu com o dia inaugural de alguns cursos da Ufac, o que impediu professores de chegar às suas salas de aula. “Nós destruímos toda aquela máscara que a reitoria da universidade tinha. Dizer que está tudo certo, não está”, afirmou.

Reivindicações
As principais reivindicações da categoria são: implementação de plano de carreira com três eixos (nível superior, nível médio e nível de apoio), regulamentada desde 2005, mas que, segundo os servidores, nunca foi cumprida pelo governo federal. Os servidores também reivindicam jornada de 30 horas semanais, reajuste no ticket de alimentação e realização de concursos públicos para recomposição do quadro de pessoal.

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