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terça-feira, 12 de maio de 2026
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Acre

Secretários de Estado acusam prefeito de Feijó de promover chantagens e criar factoides políticos

Publicado em 12/05/2026

Foto: Divulgação

Por Redação

O clima entre o Governo do Acre e a Prefeitura de Feijó voltou a ficar tenso após o prefeito Railson Ferreira declarar, nesta terça-feira, 12, que poderia montar acampamento em frente ao Palácio Rio Branco para conseguir uma reunião com a governadora Mailza Assis. A fala provocou reação de integrantes do governo estadual, que classificaram a atitude como “chantagem” e “factoide político”.

Secretários estaduais afirmam que, enquanto cobra diálogo, o prefeito tem deixado de participar de agendas institucionais e não estaria cumprindo compromissos firmados em ações realizadas em parceria entre Estado e município.

Um dos episódios citados pelo governo foi a entrega da primeira etapa das obras do Hospital Regional de Feijó, realizada no dia 30 de abril. Segundo o secretário de Estado de Obras Públicas, Ítalo Lopes, a prefeitura foi avisada com mais de 60 dias de antecedência sobre a agenda da governadora no município.

“Comunicamos oficialmente a prefeitura sobre a entrega, mas nem o prefeito, nem o vice-prefeito compareceram. Também não houve envio de representantes da gestão municipal para um momento importante para a população”, afirmou o secretário.

Outro ponto levantado pelo governo envolve o mutirão de saúde promovido pela Secretaria de Estado de Saúde nos dias 28 e 29 de abril, em Feijó. Conforme relatou o secretário de Saúde, José Bestene, a ação havia sido planejada em conjunto com a prefeitura, mas parte dos compromissos assumidos pelo município não teria sido cumprida.

“O mutirão foi organizado para ampliar os atendimentos à população, mas a prefeitura não realizou sequer a limpeza do espaço utilizado para a ação”, declarou.

O secretário de Governo, Luiz Calixto, também criticou a postura do prefeito e afirmou que o Estado continua aberto ao diálogo institucional, mas sem aceitar pressões políticas.

“O governo está disposto a dialogar, mas não vai aceitar chantagens nem assumir responsabilidades que são da prefeitura. A gestão municipal sequer consegue resolver problemas básicos da cidade”, afirmou.

Nos bastidores políticos, integrantes do governo apontam que Railson Ferreira, aliado do senador Alan Rick, estaria adotando postura de enfrentamento ao governo estadual e teria apoiado o recente movimento de bloqueio da BR-364 em Feijó, organizado sob a justificativa de cobrar avanços nas obras do hospital regional.

Paralelamente, dados apresentados pelo Estado indicam que a situação da saúde municipal estaria contribuindo para a sobrecarga do Hospital Regional de Feijó. Segundo o levantamento, ao menos sete unidades básicas de saúde do município estariam fechadas, comprometendo o atendimento primário.

De acordo com os números divulgados pelo governo, dos mais de 2 mil atendimentos realizados atualmente no hospital regional, cerca de 1,8 mil deveriam ser absorvidos pela rede municipal de saúde.

“Enquanto o governo busca ampliar investimentos e construir soluções conjuntas, o prefeito prefere criar crises e situações midiáticas para promoção política, em vez de atuar em parceria em benefício da população”, concluiu o secretário.

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