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Despedida: Cármen Lúcia defende protagonismo feminino; Posse do ministro Nunes Marques será nesta terça-feira (12)

Publicado em 11/05/2026

Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

Por Alessandra Karoline

Sob aplausos de pé e visivelmente emocionada, a ministra Cármen Lúcia presidiu, na última quinta-feira (7), sua última sessão de julgamentos à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A despedida encerra um ciclo marcado pelo pioneirismo, pelo combate rigoroso à desinformação tecnológica e por uma defesa intransigente da participação das mulheres nos espaços de poder.

A magistrada, que foi a primeira mulher a presidir a Corte em 80 anos de história, deixa o cargo reafirmando que a luta pela democracia é indissociável da igualdade de gênero. “Somos igualmente patriotas e queremos estar ao lado e participar do que pode trazer algum benefício para a sociedade”, declarou em seu discurso final.

Foto: Reprodução

O segundo mandato de Cármen Lúcia na presidência (2024-2026) foi desafiador. Entre seus principais marcos, destacam-se:

Combate às Deepfakes: Foi a relatora das normas mais rígidas da história do Tribunal contra o uso de inteligência artificial (IA) e deepfakes em propagandas eleitorais, prevendo a cassação imediata de candidatos que utilizarem a tecnologia para enganar o eleitor.

Eleições sob Crise Climática: Em 2024, liderou o que chamou de “logística da solidariedade”, mobilizando aeronaves da FAB e o envio de 6,5 mil urnas para garantir o voto em regiões isoladas por enchentes no Rio Grande do Sul e pela seca histórica na Amazônia.

Cota de Gênero nos Tribunais: Atuou como voz ativa para garantir que advogadas figurassem em todas as listas tríplices enviadas para o preenchimento de vagas nos tribunais brasileiros.

O procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, destacou que a história da Justiça brasileira não poderá ser narrada sem referência à atuação da ministra, pontuando sua integridade e o combate às injustiças sociais.

Transmissão de Cargo: Nunes Marques assume a Presidência

A sucessão no comando da Corte Eleitoral já está definida. O ministro Nunes Marques assume a presidência, tendo o ministro André Mendonça como vice-presidente. A cerimônia oficial de posse ocorre na próxima terça-feira (12 de maio), às 19h.

Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

Em sua saudação, o futuro presidente, Nunes Marques, elogiou a “firmeza, zelo e serenidade” de sua antecessora. “Seguiremos sem nos desviar da trilha por Vossa Excelência desbravada”, afirmou, garantindo a continuidade do legado de transparência e segurança jurídica.

Cargo Magistrado Perfil
Presidente Nunes Marques Natural de Teresina (PI), 53 anos. Egresso do TRF-1, integra o STF desde 2020.
Vice-Presidente André Mendonça Natural de Santos (SP), 53 anos. Ex-Advogado-Geral da União, integra o STF desde 2021.

Rito de Sucessão

A alternância obedece ao critério de antiguidade entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que compõem o TSE. O sistema de rodízio visa assegurar a estabilidade institucional e a neutralidade política durante os ciclos eleitorais. Com a saída de Cármen Lúcia, o ministro Dias Toffoli assume a vaga como ministro efetivo da Corte Eleitoral.

A nova cúpula terá como principal missão a condução das Eleições Gerais de 2026, focando no reforço da segurança das urnas e na manutenção do combate às notícias falsas.

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