Publicado em 06/05/2026
O estado de Minas Gerais foi longe demais ao elegê-lo e ao reelegê-lo para governá-lo. Alguém até poderia dizer que, com a ajuda do seu partido, o “Novo”, Romeu Zema conseguiu tão extraordinário feito. Mas não; afinal de contas, o referido partido está morrendo, se é que já não morreu, antes de alcançar a sua maioridade.
A prova de que sim: entre os nossos 81 senadores, apenas um deles, o transfuga partidário Eduardo Girão, evadiu-se do partido pelo qual havia sido eleito, o PROS, e foi se agasalhar — se é que assim podemos dizer — no suposto ninho do partido Novo.
Entre os nossos 513 deputados federais, apenas cinco deles são filiados ao partido Novo. Isto só foi possível porque, num país anarquicamente partidarizado, criar um partido político dá menos trabalho do que estabelecer e manter uma microempresa.
Por suas esquisitices e como resultado de suas desastrosas ações, coisas piores já aconteceram. Ao se reeleger governador do importantíssimo estado de Minas Gerais, nenhum dos seus 53 deputados federais pertencia ao seu partido. E mais: ao encontrar o seu estado bastante endividado, no final do seu longo mandato, ao entregá-lo ao seu vice-governador, Mateus Simão, deixou-o ainda mais atolado em dívidas — o dobro do que havia recebido.
No seu estoque de bizarrices, destacamos a sua pretensão de se candidatar à Presidência da nossa República. Nada mais estranho, excêntrico e inusitado. Prova disto são os seus recorrentes e baixíssimos índices de aceitação pelos nossos eleitores, consoante os resultados que estão sendo anunciados pelos nossos institutos de pesquisa.
Se não bastasse o seu ódio e nojo a um dos nossos três poderes, o Judiciário — a se destacar ao nosso STF (Supremo Tribunal Federal) —, desta feita contrariando o célebre e imortal Montesquieu, ele se voltou contra o fim da nossa escravidão e da proibição do trabalho infantil. Em defesa dos seus falaciosos argumentos, o próprio diz que começou a trabalhar aos 10 anos de idade e que, se eleito, os marmanjões que se beneficiam dos programas sociais, tipo o Bolsa Família, terão de buscar os seus empregos; do contrário, jamais terão vez.
Ainda bem que, de certo, já temos a seguinte certeza: caso o dito-cujo insistir com sua candidatura presidencial, a despeito do estado de Minas Gerais vir a ser o 2º maior colégio eleitoral do nosso país, entre os demais disputantes (quase uma dezena), até o candidato Cabo Daciolo poderá surpreendê-lo. Na noite do dia 4 de outubro próximo, comprovaremos, pois o seu prestígio eleitoral será medido e pesado.

