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Lula assina MP do Novo Desenrola Brasil para renegociar dívidas de famílias e estudantes

Publicado em 04/05/2026

PR Foto: Ricardo Stuckert/PR

Por Redação

O Governo Federal oficializa, nesta segunda-feira (4), o lançamento do “Novo Desenrola Brasil”. O pacote de medidas tem como foco principal a redução do nível de endividamento da população, um problema que atinge 117 milhões de brasileiros, segundo dados do Banco Central consolidados ao final de 2024.

O programa foca na renegociação de dívidas bancárias, incluindo cartão de crédito, cheque especial, crédito rotativo, crédito pessoal e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as condições foram desenhadas para facilitar a quitação dos débitos:

Teto de juros: Taxa máxima de 1,99% ao mês.

Descontos: Reduções entre 30% e 90% no valor principal da dívida.

Público-alvo: Famílias com renda de até cinco salários mínimos (cerca de R$ 8 mil mensais).

Uso do FGTS: O trabalhador poderá utilizar até 20% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para amortizar a dívida. A operação será realizada entre os bancos e a Caixa Econômica Federal.

Uma das novidades do programa é a imposição de uma barreira comportamental. Quem aderir ao “Novo Desenrola Brasil” ficará bloqueado por um ano de acessar plataformas de apostas online, conhecidas como “bets”. O objetivo, segundo o governo, é evitar que o cidadão renegocie suas dívidas e continue perdendo renda em apostas.

O lançamento do programa acontece em um momento estratégico para o Palácio do Planalto. Em meio a um cenário de dificuldades no Congresso Nacional e com a aproximação das eleições de 2026, o governo aposta em medidas econômicas de impacto rápido e perceptível na renda e no consumo das famílias.

A avaliação interna do governo é de que o programa atua em duas frentes: auxilia na recuperação financeira do eleitor mais endividado — que costuma ser o público mais sensível às políticas sociais — e fortalece a narrativa de “reconstrução econômica” que a gestão pretende apresentar no próximo ciclo eleitoral, reduzindo a dependência de negociações travadas no Legislativo.

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