Publicado em 28/04/2026
Foto: Reprodução
Por Redação
JORDÃO – O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), instaurou oficialmente um inquérito civil nesta segunda-feira (27) para apurar as causas e responsabilidades pelo vazamento de 15 mil litros de óleo diesel no Rio Tarauacá. O desastre ambiental ocorreu na última sexta-feira (24), após o naufrágio de uma embarcação que estava atracada no município do Jordão.
A investigação busca mensurar a extensão dos danos e identificar as responsabilidades civis, administrativas e penais. O MPAC já acionou órgãos de fiscalização e saúde, incluindo o Imac, Ibama, Sema e a Marinha do Brasil, exigindo laudos técnicos sobre o impacto sanitário e a regularidade da carga transportada.
Estado de Emergência e Crise Hídrica
Diante da gravidade do incidente, o prefeito do Jordão, Naudo Ribeiro (PP), decretou situação de emergência por um período de 180 dias. A medida foi tomada devido ao fato de grande parte da população local consumir água diretamente do manancial atingido.
Classificado como “Contaminação de Recursos Hídricos”, o decreto autoriza a mobilização imediata da Defesa Civil e permite a convocação de voluntários e a arrecadação de recursos para mitigar os impactos na cidade.
O Ministério Público e o Governo do Estado estabeleceram um protocolo rígido de ações para os próximos meses:
Qualidade da Água: Monitoramento contínuo por, no mínimo, 90 dias.
Segurança Alimentar e Hídrica: Fornecimento emergencial de água potável e monitoramento epidemiológico das comunidades.
Impacto Indígena: Levantamento específico sobre os danos causados às populações indígenas da região, sob coordenação da Secretaria dos Povos Indígenas (Sepi).
Nesta segunda-feira, a equipe do Sistema Integrado de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (Simamc) reuniu-se com o Corpo de Bombeiros e gestores municipais para alinhar a resposta estratégica.
Seguindo orientações técnicas, a empresa proprietária da embarcação instalou barreiras de contenção no leito do Rio Tarauacá. O objetivo é isolar a mancha de combustível e impedir que a correnteza disperse o óleo diesel por áreas ainda não afetadas do ecossistema amazônico.
A fiscalização agora se concentra em avaliar se as medidas de remediação adotadas pela empresa são suficientes e se as condições da embarcação acidentada estavam em conformidade com as normas de navegação e transporte de combustíveis.

