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segunda-feira, 27 de abril de 2026
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Chega de golpes

Publicado em 27/04/2026

Em relação aos golpes de Estado no nosso país, a nossa história tem muito a lamentar.

O Brasil foi um dos últimos países do mundo a abolir a escravidão, e o processo ocorreu com a decretação da Lei n.º 3.350, denominada Lei Áurea. Antes dela, em 1850, já havia sido aprovada a Lei Eusébio de Queirós; em 1871, a Lei do Ventre Livre; e, em 1885, a Lei dos Sexagenários. Estas leis prenunciavam e foram determinantes para o fim da nossa escravidão, o que acabou acontecendo em 13 de maio de 1888.

Pelas datas citadas, o movimento abolicionista no nosso país teve início na segunda metade do século XIX e foi composto por intelectuais, jornalistas e políticos, entre os quais se destacam: André Rebouças, José do Patrocínio, Luiz Gama e Joaquim Nabuco. As pressões populares ajudaram muito na libertação das pessoas escravizadas. Um detalhe: D. Pedro II era contra a escravidão; no entanto, agia de forma pragmática para não perder o apoio da elite latifundiária e garantir a estabilidade do seu reinado.

A despeito de sua gestão, o reinado de D. Pedro I chegou ao fim em 7 de abril de 1831, quando o monarca abdicou. O sucessor natural seria D. Pedro II, mas, como este tinha apenas cinco anos de idade, somente em 23 de julho de 1840, ao completar 14 anos, assumiu o trono. Esse episódio ficou conhecido como o Golpe da Maioridade.

Quando D. Pedro II assumiu efetivamente o reinado, o Brasil viveu um período de 49 anos de estabilidade política e crescimento econômico, impulsionado pela produção e exportação do café.

Foi durante seu reinado que o Brasil enfrentou e saiu vitorioso na Guerra do Paraguai, entre os anos de 1864 e 1870. Tudo parecia favorável ao seu reinado, não fosse a batalha já em curso pelo fim da escravidão, sobretudo após a assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel.

De 1888 a 1889, enquanto o reinado de D. Pedro II perdia força e prestígio, os cafeicultores juntaram-se aos republicanos e, em aliança, determinaram o fim do seu Império. Para muitos historiadores, a Proclamação da República ocorreu através de um Golpe de Estado.

A propósito, o marechal Deodoro da Fonseca, o homem de maior confiança de D. Pedro II, tornou-se o primeiro presidente da nossa recém-estabelecida República. Daí a pergunta que não quer calar: de protetor de D. Pedro II, o referido marechal se tornou seu coveiro?

Coincidências à parte, na nossa primeira eleição presidencial, dois marechais foram eleitos: Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto. Na condição de vice-presidente da República, Floriano Peixoto conseguiu “golpear” o supostamente golpista Deodoro da Fonseca.

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