Publicado em 15/04/2026
Foto: José Caminha/Secom
Por Redação
O julgamento que analisa a denúncia contra o governador do Acre, Gladson Cameli, na Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), sofreu uma reviravolta nesta quarta-feira (15). Inicialmente previsto para as 9h e posteriormente adiado para o período da tarde, o caso acabou retirado de pauta após uma decisão liminar do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A mudança de curso ocorreu após Mendonça acolher um pedido da defesa de Cameli, determinando a retirada de provas consideradas irregulares no processo. Os materiais em questão foram obtidos no âmbito da Operação Ptolomeu, reunidos entre maio de 2020 e janeiro de 2021.
Expurgo de Provas e Impacto no Processo
Na decisão, o ministro do STF ordenou que esses elementos, bem como qualquer conteúdo derivado deles (as chamadas “provas por derivação”), sejam formalmente excluídos dos autos antes que a ação penal retome sua tramitação.
A defesa do governador sustenta que a continuidade do julgamento sem esse expurgo prévio comprometeria a validade jurídica de qualquer decisão tomada pelo STJ. Com a determinação de Mendonça, o processo na Corte Especial — que deve decidir se recebe ou não a denúncia contra o gestor — fica temporariamente paralisado até que a secretaria do tribunal cumpra a ordem de desentranhamento das provas.
A retirada de pauta adia, sem nova data prevista, a análise das acusações que pesam sobre o governador acreano. O cumprimento da decisão de André Mendonça exige que o STJ identifique e retire fisicamente (ou digitalmente) cada trecho do processo baseado nas provas anuladas.
Somente após essa “limpeza” nos autos é que a Corte Especial poderá pautar novamente o caso para julgamento. O cenário jurídico agora depende da celeridade do cumprimento dessa ordem e de possíveis recursos por parte do Ministério Público Federal (MPF).

