Publicado em 01/04/2026
Pandemia, reorganização da máquina pública, fortalecimento da comunicação como pilar da democracia, decisões que salvaram vidas, concursos históricos e investimentos em obras estruturantes que transformaram o Acre. Gladson Camelí faz um balanço de sua gestão, dividida em dois mandatos. No GovCast desta terça-feira, 31, ele relembrou desafios, destacou seu legado e afirmou ter honrado o lema que guiou sua administração: colocar as pessoas em primeiro lugar.
Ao lado do jornalista Jefson Dourado, Camelí iniciou sua fala destacando que fez questão de fortalecer a comunicação pública, por considerá-la essencial para garantir transparência à gestão e consolidar a democracia. Em seguida, relembrou o período da pandemia, um momento sensível que exigiu decisões rápidas e levou ao adiamento de planos para preservar a vida das pessoas.
“Quando assumi o governo, ninguém imaginava – nem eu – que enfrentaríamos a maior pandemia da história recente. Não houve aviso nem preparação possível. Ainda assim reestruturamos toda a rede de saúde, modernizamos o sistema e garantimos que o atendimento chegasse a quem mais precisava. Realizamos reformas importantes, inclusive no Hospital de Campanha, que hoje funciona como uma unidade definitiva”, relembrou.

‘Era a luta pela vida’
Ele relembrou ainda um dos momentos mais sensíveis daquele momento, quando as fronteiras foram fechadas e as decisões precisam ser tomadas rapidamente.
“Naquele período, São Paulo devolvia brasileiros que tentavam retornar ao país, e a ponte em Assis Brasil estava bloqueada. Uma noite, por volta de 23h30, recebi uma ligação do secretário de Segurança informando que um ônibus com famílias e crianças estava retido na fronteira. O comitê de saúde alertou que não tínhamos condições de receber mais pacientes graves, porque cada leito de UTI ocupado por alguém de fora significava menos um para nossa população. Mesmo assim, diante da situação humanitária, tomei a decisão de permitir a entrada”, recordou.
Para o governador, não havia como deixar a população sem apoio naquele momento. Em um período em que muitos fechavam as portas, sua decisão foi acolher.
“Lembro até hoje da imagem de uma criança nos braços de um policial, exausta, quase sem forças. Aquilo marcou profundamente a todos nós. Era uma luta pela vida, e fizemos o que era certo.”

Retomada da confiança econômica
Outro gargalo foi organizar as contas do Estado para poder resgatar processos essenciais para o desenvolvimento do estado.
“Também reorganizamos a máquina pública. Recuperamos a credibilidade do Estado junto aos fornecedores, quitamos pagamentos atrasados e restabelecemos a confiança financeira. Isso é fundamental, porque quando o governo atrasa, gera insegurança para todos”, destacou.
Os desafios em sua jornada foram muitos, da pandemia a eventos climáticos extremos. O governador relembrou que a agilidade na tomada de decisões foi essencial para garantir o suporte necessário e amenizar os impactos sobre a população.
“Os desafios que enfrentamos não foram poucos. Além das enchentes e da crise migratória, tivemos a pandemia, que exigiu decisões rápidas e difíceis. Muitas vezes, era questão de minutos: se eu não tomasse uma decisão em dez minutos, os prejuízos seriam muito maiores. Como governador, eu sabia que qualquer consequência recairia sobre mim. Meu compromisso sempre foi proteger vidas”, relembrou.
(Agencia de Notícias do Acre)

