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terça-feira, 31 de março de 2026
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Artigos do Narciso

Na contramão

Publicado em 31/03/2026

Nunca houve uma guerra boa e nem uma paz rim.

A expressão acima teve como autor o ex-presidente Benjamin Franklin, dos EUA, entre os nos 1785 e 1.788. Ainda assim as guerras se sucedem e numa seqüência que parece não ter fim, e enquanto esta irracionalidade permanecer,continuará prevalecendo a lei do mais forte.  

Nos anos que seguiram o final da 2ª guerra mundial, tudo levava a crer que os EUA passariaa reinar e em todo o mundo. Mas eis que veio a URSS, não apenas para se contrapor aos próprios EUA, sim e também, para proclamar: em nós mandamos nós. Disto resultaram os 44 anos da não saudosa guerra fria.

Diretamente, os EUA e a URSS nunca se enfrentaram, mas indiretamente sim, afinal de contas, ambos só pensam em aumentar as suas alianças e no aumento dos seus respectivos arsenais atômicos.

Quando em 1952 o Reino Unido passou a dispor das referidas armas, vários outros países seguiram a mesma caminhada e, presentemente, uma dezena de países já as possuem e a se destacar a belicosa Coréia do Norte esta comandada pelo inconseqüente Kim Jong-un.

Pergunto eu: se a Venezuela dispusesse de um razoável estoque de bombas atômicas o presidente Nicolas Maduro teria sido seqüestrado da forma que foi? Certamente não. Se o Irã já detivesse o estoque de bombas atômicas que estava em construção, os EUA o teria invadido e feito o que fez? Certamente não.

Infelizmente o trio Donaldo Trump, Benjamin Netanyahu e Vladimir Putin encontram-se àpostos, muitíssimos bem instalados, e só tramando expandir os seus domínios. Em busca da paz é o que menos planejam.

O que tem feito os EUA para por fim na guerra Rússia/Ucrânia e nas várias guerras que se sucedem no Oriente Médio? Pouco ou quase nada, afinal de contas, por dispor de um estoque de bombas atômicas, superior até ao dos próprios EUA, a Rússia não teme suas ameaças e suas ações.

Quem diz buscar a paz preparando-se para as guerras, busca a paz, e sim, as guerras. A propósito, bastou que ocorressem algumas discordâncias entre os países europeus e os próprios EUA para que os seus relacionamentos passassem a mudar. A exemplificar: ultimamente, e em toda a Europa, os seus países aumentaram os seus respectivos orçamentos militares para se prevenirem de futuras guerras.

Sempre contestei o regime político vigente no Irã, política e religiosamente comandado pelos aiatolás, assim como o regime que o tirano Nicolás Maduro pretendia permanecer na Venezuela, porém discordo dos meios, absolutamente antidemocráticos que foram utilizados para afastá-los do poder que exerciam.

De “senhor da paz os EUA insiste em ser o “senhor das guerras?.

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