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Dia de cão

Publicado em 29/04/2024

        Os gregos denominavam os períodos marcados pelas influências malignas como “dias de cão”

O ex-juiz Sérgio Moro não tem o que reclamar do seu passado, particularmente, dos dias em que esteve à frente da Operação Lava-Jato, afinal de contas, o dito cujo viveu os seus mais gratificantes dias.

Como o mundo gira e quem brinca com ele pode acabar se tornando um brinquedo, presentemente, o ex-juiz e ainda senador da nossa República, Sérgio Moro, passou a viver os seus mais angustiantes dias. Pior ainda: as acusações que pesam contra o seu próprio mandato partiram do PL, o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro e do PT, partido do presidente Lula.

Como se não bastasse o seu indigesto isolamento, eis que surgiu um ex-parlamentar paranaense, de nome Tony Garcia, e decidiu por a boca no mundo, ou seja, tornar público o que fez, viu e testemunhou enquanto prestava o papel de agente infiltrado da Operação Lava-Jato, ou mais precisamente, do próprio juiz Sérgio Moro.

Embora não fosse um sujeito conhecido nacionalmente, no Estado do Paraná Tony Garcia era bastante conhecido e consultado, justamente pelo volume de informações que o próprio detinha, particularmente, no submundo da política paranaense.

Acontece que, após as primeiras declarações do próprio Tony Garcia, majoritariamente contrárias ao próprio Sérgio Moro enquanto magistrado, tamanha tem sido a sua publicidade que as mesmas passaram a exigir sérias investigações, até porque, se verdadeiras forem, não basta apenas à cassação do ainda senador Sérgio Moro, e sim, diversas outras condenações. Caso contrário, o próprio denunciante, Tony Garcia, precisa pagar pelos crimes de difamação, injúria e calúnia que cometeu.

Pala gravidade dos crimes cometidos, segundo as acusações do próprio Tony Garcia, a Operação Lava-jato transformou-se numa organização criminosa e sob o rígido comando do então juiz Sérgio Moro. Volto a repetir: jamais tive o referido juiz em boa conta, mas nunca imaginei em vê-lo numa situação tão degradante.

Não gosto da expressão “o nosso país precisa ser passado a limpo” mas no que diz respeito a apelidada República do Paraná, faz-se necessária que a mesma seja passada à limpo, afinal de contas, a dupla Sérgio Moro/Deltan Dallagnol agiram em nosso do Estado brasileiro.

Quanto a bastante provável cassação do mandato do ainda senador Sérgio Moro, por dever de justiça, que não lhes seja negado o seu direito de defesa, ainda que esse mesmo direito tenha sido negado a diversas vítimas da suspeitíssima Operação Lava-Jato.

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