Publicado em 02/01/2026
A Justiça do Acre decidiu levar a júri popular Eduardo Miranda da Costa, conhecido como Munrar, acusado de matar Alef Miranda do Nascimento, o “Anjo Negro”, em um crime ocorrido em 2019. A decisão consta na sentença de pronúncia assinada pelo juiz Fábio Farias, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco.
Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), Eduardo responderá por homicídio qualificado, com as qualificadoras de motivo torpe, uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. As informações constam no processo divulgado pela TV 5.
O homicídio aconteceu no dia 5 de março de 2019, no ramal da Canoa, às margens da rodovia AC-40, no Segundo Distrito da capital. Segundo a acusação, o crime teria sido motivado por uma ordem de uma organização criminosa, em razão de um episódio anterior envolvendo uma tentativa de homicídio contra a ex-namorada da vítima, que também faria parte da mesma facção.
Após permanecer foragido por vários anos, Eduardo Miranda foi preso no dia 19 de fevereiro de 2025 por policiais militares do 2º Batalhão da Polícia Militar do Acre. Com a sentença de pronúncia, ele será submetido ao julgamento pelo Conselho de Sentença, em data que ainda será definida pelo Judiciário.
Outros dois acusados de envolvimento no crime já foram julgados. Iranildo Souza de Moura, conhecido como Mafim, e Ricardo Andrade de Oliveira foram condenados pelo Tribunal do Júri em maio de 2024. Apontado como integrante da cúpula da organização criminosa, Ricardo Andrade recebeu a maior pena: 28 anos, 1 mês e 15 dias de prisão. Já Iranildo Souza foi condenado a 20 anos, 7 meses e 15 dias.

