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No Acre, criança autista é retirada de avião e impedida de viajar; mãe aciona a Polícia Militar

Publicado em 01/12/2025

A mãe do pequeno Daniel Lima Batista, 8 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), acionou a Polícia Militar na tarde deste domingo (30) após o filho ser retirado de uma aeronave da Gol no aeroporto de Cruzeiro do Sul, no Acre. Segundo ela, a companhia não a comunicou previamente e tampouco a chamou a bordo antes de retirar o menino do voo.

Ângela Adélia da Silva Lima, policial civil, relata que cumpriu todos os procedimentos exigidos para que Daniel viajasse desacompanhado até Rio Branco, onde o pai o aguardava e onde ele teria uma consulta marcada com uma neuropsicóloga nesta segunda-feira (1º).

De acordo com a mãe, a empresa já estava informada sobre o diagnóstico e sobre o fato de que o menino viajaria sozinho. Ela destaca que ele aguardou o embarque de forma tranquila e que permaneceu no aeroporto até a decolagem, como orientado pela companhia.

“Comprei a passagem antecipadamente, informei o TEA, fiz todo o procedimento e paguei a taxa de R$ 200. Durante a espera, ele estava feliz, tranquilo — tenho até vídeo. Em nenhum momento me ligaram para dizer que ele precisava de algo ou que estava com dificuldade. Só percebi quando vi meu filho sendo retirado do avião. Tiraram meu filho como se fosse um pacote. Foi constrangedor, doloroso e totalmente evitável”, afirmou.

Funcionários teriam relatado que Daniel não queria colocar o cinto, pediu um biscoito, alterou o volume do celular e se recusava a baixar. No entanto, segundo Ângela, passageiros que estavam no mesmo voo afirmaram que o menino não causou qualquer transtorno e se dispuseram a testemunhar.

“Daniel atende comandos e é autista leve. Considero que houve preconceito e despreparo dos funcionários. Eles sabiam que eu estava no aeroporto, e a orientação da própria companhia é que o responsável só vá embora após a decolagem. Por que não me chamaram dentro da aeronave?”, questiona.

Após a ocorrência, a mãe registrou o caso junto à Polícia Militar e disse que fará o mesmo na Polícia Civil, buscando responsabilizar a empresa pelo constrangimento e pelo prejuízo causado, inclusive pela perda da consulta agendada.

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