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Arlenilson Cunha manifesta apoio a Bolsonaro e alerta para risco de “estado de exceção” no Brasil

Publicado em 05/08/2025

Durante a sessão ordinária realizada nesta terça-feira (5), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), Arlenilson Cunha (PL), usou a tribuna para se posicionar sobre o cenário político nacional e manifestar apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em sua fala, ele alertou para o que considera uma ameaça ao Estado Democrático de Direito, ao comentar as decisões judiciais tomadas contra o ex-chefe do Executivo.

“O Acre representa hoje apenas 1% na questão eleitoral do país. Mas o acreano também é brasileiro, e nós não podemos ficar alheios a esse tema, porque estamos caminhando para um verdadeiro estado de exceção”, declarou.

O deputado criticou o fato de Bolsonaro estar sendo julgado diretamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que o correto seria o julgamento ocorrer em uma instância inferior, por um juiz natural, como ocorreu com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, julgado inicialmente pela 13ª Vara Federal de Curitiba.

“Isso é um precedente perigoso. Você pode até não gostar do Bolsonaro, mas o que estamos vivendo é uma afronta à Constituição, um desrespeito ao Estado Democrático de Direito”, ressaltou.

Encerrando seu pronunciamento, o parlamentar reforçou sua solidariedade ao ex-presidente e desejou bênçãos ao país e ao Acre: “Força, presidente Bolsonaro. Que Deus abençoe o Brasil, que Deus abençoe o Acre”.

No grande expediente, Arlenilson Cunha retornou à tribuna para reforçar a defesa da liberdade de expressão do ex-presidente Jair Bolsonaro e questionar o que chamou de incoerência no tratamento dado à oposição no Brasil. O parlamentar comparou a situação do ex-presidente com a época em que Lula esteve preso e concedeu entrevistas à imprensa.

“Quando o presidente Lula estava na cadeia, ele deu 22 entrevistas. E por que o Bolsonaro não pode se manifestar, não pode criticar a Justiça? Que Brasil é esse que nós estamos vivendo? ”, indagou o deputado, defendendo que todos os brasileiros, inclusive líderes políticos, têm o direito de discordar de decisões judiciais.

O parlamentar criticou ainda a condução da política externa do atual governo federal, acusando o presidente Lula de priorizar alianças ideológicas em detrimento dos interesses nacionais. Ele mencionou o apoio do Brasil a regimes autoritários e criticou a tentativa de afastamento da influência do dólar no cenário global.

“Lula estreita as relações com Rússia e China, condena Israel, que é a única democracia do Oriente Médio, e se aproxima do Hamas. Isso não é governar pelo Brasil, é governar por ideologia”, afirmou. O parlamentar finalizou dizendo que o debate precisa ser feito de forma franca, com responsabilidade e respeito à democracia.

[Agência Aleac]

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