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Não, aos extremados

Publicado em 19/11/2024

 Em nome dos extremados muitas guerras já  ocorreram e o mesmo poderá voltar a acontecer.

                A democracia dos EUA, tida e havida como uma das mais exemplares do mundo vem deixando a desejar, afinal de contas, para além da saudável polarização partidária entre os democratas e os republicanos, emergiu o fator Donald Trump e este muito tem contribuído para desarranjar o ambiente político dos EUA, diria até, a do mundo.

         Lá, o partido republicano, de muitas e saudosas memórias, desde que passou a depender, prioritariamente, da vontade do recém eleito presidente Donald Trump, que a sua democracia passou a merecer as mais justificadas críticas, isto porque, maldito é o país que precisa de heróis.

           Em princípio, não tenho nada contra a volta do recém eleito presidente Donald Trump ao poder, conquanto o mesmo não sinta ungido à condição de maior autoridade do mundo, e que todas as demais se submetam aos seus interesses e vontades, afinal de contas, a paz mundial depende da autodeterminação de todos os seus povos.

            Como nós, brasileiros, nos encontramos altamente intoxicado por uma nociva polarização política, não nos causaria a menor surpresa, como de fato não nos causou, ao vermos os bolsonaristas comemorarem a eleição do presidente Donald Trump, e ao mesmo tempo, associar a derrota da então candidata Kamala Harris ao lulismo. O mesmo aconteceu quando da eleição do presidente da Argentina, Javier Milei. Infelizmente, no nosso país, qualquer motivo tem sido o bastante para colocar os bolsonaristas e os lulistas em pé de guerra.

         Como a geopolítica recomenda que entre países não existe amizades, e sim, interesses, muito provavelmente, antes de satisfazer as vontades dos bolsonaristas, o presidente Donald Trump, muito provavelmente, avaliará a importância do nosso país para que o mesmo possa transformar os EUA, no que ele denominou de “Make América Great Again”.

            Custa-me crer que o presidente Donald Trump não venha dá ao nosso país a importância que de fato detemos no contexto mundial, e muito especialmente, em sendo a China, presentemente, o nosso maior e mais proveitoso parceiro comercial e de muitos outros países do nosso continente latino-americano.

          Não sou torcedor de uma 2ª guerra fria, como a que existiu entre EUA e URSS, na seqüência da 2ª guerra mundial, portanto não creio que os EUA e a Rússia estejam se propondo a tanto, sobretudo, em sendo a China de hoje bem mais preparada para enfrentar os EUA, quanto foi a URSS de outros tempos.

       De uma coisa, tanto os lulistas quanto os bolsonaristas, precisam entender que há uma flagrante diferença entre patriotismo e patriotadas.

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