Publicado em 17/06/2026
Foto: Assessoria
Por Alessandra Karoline
A Prefeitura de Rio Branco realizou, nesta quarta-feira (17), uma vistoria técnica detalhada no Residencial Vale do Açaí e na ocupação Jaguar. O objetivo da ação foi mapear os gargalos de infraestrutura, trafegabilidade e saneamento básico que afetam os moradores, além de identificar áreas de risco geológico e social.
A comitiva foi liderada pelo prefeito Alysson Bestene, acompanhado pelos secretários Márcio Pereira, Cid Ferreira e Tony Roque, além dos diretores-presidentes Enoque Pereira e Abdel Derze. Durante o percurso, a equipe ouviu as principais reivindicações das lideranças comunitárias locais.

No Residencial Vale do Açaí, as queixas concentram-se no esgoto a céu aberto e nas condições intrafegáveis das vias. Segundo a líder comunitária Dje Cavalcante, a precariedade das ruas prejudica severamente o cotidiano de famílias que residem no local há anos, afetando inclusive serviços essenciais de emergência.
“Temos muitos problemas e várias ruas onde moram cadeirantes. Se para quem anda já é difícil, imagina para quem precisa de acessibilidade para buscar atendimento médico. Em alguns momentos, ambulâncias do Samu enfrentam sérias dificuldades para conseguir entrar no bairro”, relatou a moradora.
O prefeito Alysson Bestene reconheceu a legitimidade das cobranças e explicou a complexidade jurídica do loteamento, que possui ruas travadas judicialmente e atreladas a programas habitacionais de gestões passadas, como o extinto “Ruas do Povo”.

“Mesmo diante desse cenário, entendemos que o poder público precisa dar dignidade a essas famílias. Por isso, determinamos o início imediato de ações de limpeza e o acompanhamento técnico da área de infraestrutura, com frentes de trabalho coordenadas pela Emurb e pela zeladoria da cidade”, afirmou o prefeito.
Na ocupação Jaguar, o foco principal da administração municipal será o acolhimento social e o mapeamento de vulnerabilidades. Bestene informou que a Secretaria de Assistência Social iniciará um mutirão para a inclusão e atualização de dados das famílias locais no Cadastro Único (CadÚnico).
O monitoramento também servirá para planejar o reassentamento de famílias que hoje ocupam áreas de preservação permanente ou terrenos sujeitos a alagamentos. “Estamos trabalhando em parceria com o governo federal no programa Minha Casa Minha Vida e desenvolvendo projetos municipais para, no futuro, garantir a remoção planejada dessas pessoas para moradias dignas e salubres”, complementou o gestor.

O secretário Cid Ferreira ressaltou que os problemas crônicos identificados nas duas comunidades são reflexo da falta de planejamento técnico de projetos antigos na capital acreana.
“Muitas dessas dificuldades estão ligadas ao programa Ruas do Povo, que deixou uma série de pendências estruturais profundas por toda a cidade. Estamos enfrentando essas questões desde o início da gestão e continuaremos buscando alternativas técnicas e jurídicas para minimizar o sofrimento dessas comunidades”, concluiu Ferreira.
A partir do relatório técnico emitido após a vistoria, as secretarias municipais devem fixar o cronograma das primeiras intervenções de infraestrutura e assistência social nas duas regiões.

