Publicado em 11/06/2026
Foto: Reprodução
Por Redação
Moradores do Segundo Distrito de Sena Madureira realizam, desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira (11), um protesto com interdição total de um trecho da BR-364. A manifestação reflete a indignação da comunidade com os transtornos causados pelo desabamento da Ponte Padre Paolino, pelas condições precárias do Porto da Catraia e pelo abandono da Estrada Mário Lobão.
O bloqueio foi concentrado no quilômetro 4 da rodovia federal, no sentido Sena Madureira/Rio Branco, logo na entrada da via que dá acesso ao Segundo Distrito. Utilizando barreiras, o grupo impede a passagem de veículos como forma de pressionar o poder público por respostas e soluções definitivas.
A principal reivindicação dos manifestantes é a apresentação de um cronograma oficial para a reconstrução da Ponte Padre Paolino. Desde o colapso da estrutura, centenas de famílias da região enfrentam sérias dificuldades diárias de mobilidade para se deslocar até o centro do município.
Como alternativa ao isolamento, a população passou a utilizar o Porto da Catraia para realizar a travessia fluvial. No entanto, o local também é alvo de denúncias. Segundo relatos dos moradores, a falta de infraestrutura básica no porto tem gerado riscos constantes no embarque e desembarque de passageiros, afetando principalmente crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida.
“A população não pode continuar sofrendo com essa falta crônica de infraestrutura”, afirmou um dos manifestantes, reforçando que o bloqueio da rodovia foi a única alternativa encontrada para chamar a atenção das autoridades.
Outro ponto crítico levantado pelo movimento é a deterioração da Estrada Mário Lobão, que se tornou a principal rota terrestre de acesso ao distrito após a queda da ponte. De acordo com a comunidade, a via está tomada por buracos profundos, o que compromete a trafegabilidade, eleva o risco de acidentes e atrasa a circulação de serviços essenciais, como viaturas policiais e ambulâncias.
Até a publicação desta matéria, o bloqueio na BR-364 permanecia ativo e sem previsão de liberação. Os órgãos de segurança pública e a prefeitura municipal ainda não haviam se manifestado oficialmente sobre as pautas apresentadas pelos moradores.

