25.3 C
Rio Branco
domingo, 11 de janeiro de 2026
O RIO BRANCO
BrasilGeralPolítica

Tebet: Pec da Blindagem é risco à democracia e não interessa ao país

Publicado em 17/09/2025

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, criticou nesta quarta-feira (17) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que dificulta o andamento de processos criminais contra deputados e senadores, na forma como foi aprovada pela Câmara na noite de terça (16).

“Esta pauta da Pec da Blindagem não atende ao interesse do povo brasileiro”, afirmou a ministra, que defendeu a votação de propostas “que são do interesse do povo brasileiro”, entre as quais citou a isenção no Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. 

A Pec da Blindagem foi aprovada em dois turnos pelo plenário da Câmara, na terça à noite. O texto original previa que qualquer abertura de ação penal contra parlamentar depende de autorização prévia da maioria absoluta do Senado ou da Câmara, em votação secreta. Durante a madrugada desta quarta (17), entretanto, foi derrubado o voto secreto nas sessões para autorizar processos criminais contra senadores e deputados.

O termo “secreto” foi derrubado por falta de quórum durante a votação de um destaque. Foram 296 votos a favor, mas o mínimo necessário para manter a regra era de 308 votos.

Tebet classificou como “um risco à democracia como a conhecemos” a tentativa de alguns parlamentares de votar novamente, ainda nesta quarta,  o mesmo destaque no texto, sob a alegação de que os deputados estavam dormindo quando o tema foi a votação.

“O voto secreto foi derrotado legitimamente pelos parlamentares que foram contra essa peça”, afirmou.

Ela disse esperar que os deputados repensem a estratégia e não “rasguem” o Regimento Interno e a Constituição, recolocando um tema já derrotado em nova votação.

A ministra disse esperar que a Pec da Blindagem seja rejeitada pelo Senado.

“O Brasil precisa de um sistema bicameral exatamente para isso, quando uma Casa falha, tem a outra para revisitar e dizer ‘à luz da Constituição, da lei e da moralidade pública, isso não pode passar, porque isso afronta diretamente o povo brasileiro’”, destacou Tebet.

As falas foram proferidas durante um seminário sobre risco fiscal judicial, organizado pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento em conjunto com a Advocacia-Geral da União (AGU).

[AGÊNCIA BRASIL]

 

Compartilhe:

Artigos Relacionados

Rio Acre segue em queda em Rio Branco, informa Defesa Civil; confira a medição mais recente

Kevin Souza

Maternidade de Cruzeiro do Sul dá salto na modernização da saúde com implantação de sistema digital de informações

Raimundo Souza

Um cara nota 10

Raimundo Souza

Moraes nega devolução de celular de padre indiciado pela PF por tentativa de golpe

Raimundo Souza

“Participar do Enem é uma porta que se abre”, afirma aluna de Porto Walter

Redacao

Parque de diversão da Expoacre Juruá promove alegria e diversão a crianças e familares

Raimundo Souza