Publicado em 26/06/2026
Subiu para 235 o número de mortos na Venezuela em decorrência dos terremotos que atingiram o país nessa quarta-feira (24). Esse número pode aumentar nas próximas horas diante do tamanho da destruição.
O que aconteceu
O número de feridos hospitalizados também subiu para 4.320. Os dados atualizados foram divulgados pelo ministro da Saúde, Carlos Alvarado, durante entrevista ao canal de televisão VTV.
Mais de 200 pessoas estariam presas sob os escombros. Em coletiva de imprensa, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, detalhou mais cedo que 157 pessoas permaneciam desaparecidas. A busca por vítimas dos terremotos continua, e mais de 500 equipes de emergência estão trabalhando para tirar sobreviventes dos escombros.
Além disso, um total de 2.927 famílias foram afetadas pelos terremotos. O balanço indica que 250 edifícios foram danificados ou destruídos após terremoto.
Terremotos devastadores na Venezuela
Infelizmente, recebemos cerca de 235 pacientes que chegam sem sinais vitais ou que falecem ao chegarem aos nossos centros de saúde.
O primeiro tremor, de magnitude 7,2, atingiu San Felipe, a oeste de Caracas. Dados do USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos) sugerem que ele pode ter aumentado a tensão em outra falha geológica próxima, a pouco mais de 5 km de distância.
Uma vista mostra prédios desabados em uma encosta com vista para o mar após um terremoto em Catia La Mar, estado de La Guaira, a cerca de 30 km a noroeste de Caracas. Isso desencadeou um segundo terremoto de magnitude 7,5, apenas 39 segundos depois. O evento ocorreu a uma profundidade relativamente rasa e foi sentido até mesmo no norte do Brasil.
O primeiro abalo já havia enfraquecido estruturas e comprometido fundações. Já o segundo impacto, mais intenso, provocou desabamentos imediatos, sobretudo na capital, Caracas.
Vários países já se prontificaram a ajudar nas operações de busca e resgate na Venezuela e anunciaram o envio de equipes especializadas, incluindo o Brasil. O presidente Lula solicitou ao Ministério das Relações Exteriores que consulte a embaixada venezuelana para definir a melhor forma de assistência.
O governo declarou ‘zona de desastre’
Venezuela declara zona de desastre em cidade devastada pelo terremoto. Ao norte, de frente para o Caribe, La Guaira, a 40 minutos de Caracas e onde se encontra o aeroporto internacional de Maiquetía, foi a região mais afetada.
Alguns desses prédios permanecem de pé como podem, com grandes rachaduras e paredes abertas visíveis do lado de fora. “Precisamos que venham nos ajudar. Há gente viva ali, há gente morta”, disse à AFP Paola Sanoja, de 31 anos, apontando para um prédio que ficou torto e com os apartamentos à mostra, onde um de seus familiares está desaparecido.
“Precisamos saber dos nossos familiares”, diz, ao lado de outra mulher que chora inconsolável. Ao fundo, dezenas de pessoas se aglomeravam em torno de um prédio que permaneceu de pé, ao lado de uma avenida movimentada por motocicletas e carros buzinando.
Dezenas de outros edifícios ficaram totalmente destruídos e reduzidos a escombros. “Minha casa desabou
completamente, perdi familiares, minha sogra morreu, minha filha está desaparecida”, disse à AFP Jean Alexander Capote, de 48 anos, morador de Catia la Mar.
Muitos moradores passaram a noite na rua. Na manhã desta quinta-feira, não havia eletricidade em boa parte da área. Em Playa Grande, Dani Rizo pedia ajuda para resgatar uma menina que eles ouviam há horas sob os escombros de uma casa desabada. “Ela está presa desde ontem à noite, se eles vierem (com ajuda) nós conseguimos tirá-la, precisamos de uma retroescavadeira”, disse desesperado à AFP esse morador de 48 anos.
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