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Sesacre emite alerta após Acre atingir maior patamar histórico de casos de SRAG em 2026

Publicado em 03/07/2026

Foto: Reprodução

Por Redação

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) divulgou, nesta sexta-feira (3), um novo boletim epidemiológico que coloca o estado em situação de alerta máximo devido ao avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Entre a 1ª e a 25ª semana epidemiológica de 2026, o Acre contabilizou 1.770 casos, o maior volume já registrado na série histórica recente monitorada pela autarquia.

O balanço atual aponta para uma aceleração acentuada na transmissão de vírus respiratórios e no preenchimento de leitos hospitalares. Para efeito de comparação, o estado havia registrado 1.479 casos no mesmo período de 2024 e uma queda para 1.318 em 2025. O salto atual representa um crescimento superior a 34% em relação ao ano passado.

Os dados estatísticos da Secretaria de Saúde reiteram que a vulnerabilidade à síndrome permanece concentrada nos extremos de idade. Crianças de 0 a 9 anos e idosos com mais de 60 anos lideram com folga os índices de evolução para quadros graves e internações.

Exames laboratoriais realizados em pacientes internados com quadros severos de pneumonia, bronquite e bronquiolite identificaram uma coesão de múltiplos agentes virais em atividade simultânea no Acre. Os principais identificados foram:

Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e Rinovírus;

Influenza A (incluindo os subtipos H1N1 e H3N2);

SARS-CoV-2 (Covid-19);

Adenovírus, Metapneumovírus, Parainfluenza e Bocavírus.

A análise retrospectiva da Sesacre detalha onde o impacto assistencial está sendo mais agudo, desenhando um mapa da sobrecarga do sistema público de saúde.

O Hospital Infantil Iolanda Costa e Silva, situado em Rio Branco, consolidou-se como o principal gargalo de atendimento do estado em 2026, registrando sozinho 463 casos de SRAG. No interior, a situação mais crítica ocorre no Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul, que viu as internações dispararem e já se aproxima da marca de 400 registros neste ano. Em contrapartida, o Hospital Geral de Clínicas de Rio Branco apresentou estabilidade, mantendo-se na faixa entre 150 e 200 atendimentos.

Unidade Hospitalar Casos 2024 Casos 2025 Casos 2026 Perfil de Pressão
Hospital Infantil (Rio Branco) Menor Intermediário 463 Alta (Materno-Infantil)
Hospital do Juruá (Cruzeiro do Sul) Menor Intermediário ~400 Alta (Polo Interior)
Hospital de Clínicas (Rio Branco) Estável Estável 150 a 200 Moderada (Geral)

O diagnóstico da realidade estadual é fundamentado em dados coletados por quatro unidades sentinelas de Síndrome Gripal estratégicas: a UPA do 2º Distrito (Rio Branco), o Hospital Raimundo Chaar (Brasiléia), a UPA Jacques Pereira (Cruzeiro do Sul) e a UBS Maria de Fátima (Plácido de Castro), além da totalidade das notificações de leitos públicos e privados.

Diante do teto histórico de casos, a Sesacre reforçou o apelo para que a população retome protocolos preventivos básicos, como a higienização frequente das mãos e a etiqueta respiratória ao tossir ou espirrar. O uso de máscaras protetoras volta a ser recomendado para profissionais de saúde em ambiente de trabalho e para indivíduos que apresentem sintomas gripais.

A secretaria reforça, por fim, que a vacinação atualizada contra Influenza e Covid-19 permanece como o principal escudo disponível para blindar os grupos prioritários e mitigar o risco de mortes decorrentes de complicações respiratórias.

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