Publicado em 14/05/2026
Foto: Reprodução
Por Redação
O campus da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, amanheceu com os portões bloqueados para veículos nesta quinta-feira (14). A ação faz parte da greve nacional dos servidores técnico-administrativos da educação e visa aumentar a pressão sobre o Governo Federal para que cumpra os termos do acordo firmado após a paralisação histórica de 2024.
Embora o tráfego de carros tenha sido interrompido, o acesso de pedestres e motocicletas foi mantido, garantindo a circulação de estudantes e professores. Segundo o comando de greve, a escolha da data estratégica aproveita o fluxo intenso de pessoas no campus para dar visibilidade às pautas da categoria.
De acordo com os manifestantes, o governo ainda não cumpriu integralmente os pontos pactuados há quase dois anos. “Estão excluindo de algumas dessas pautas nossos aposentados, servidores em estágio probatório e profissionais das áreas de medicina e medicina veterinária”, denunciou a servidora. O movimento é coordenado nacionalmente pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra).

A pauta local na Ufac destaca dois pontos centrais para a valorização dos trabalhadores:
Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC): O mecanismo permite que servidores sejam valorizados profissionalmente pelas atividades desenvolvidas na instituição, independentemente de titulação formal. A categoria aponta que o Instituto Federal do Acre (Ifac) já adota o sistema, enquanto a Ufac ainda aguarda a implementação, o que prejudicaria especialmente os servidores aposentados.
Jornada de 30 Horas Semanais: Atualmente, a jornada reduzida (flexibilizada) na universidade é condicionada ao atendimento direto ao público externo. O movimento reivindica a extensão das 30 horas para todos os setores, sem exigências condicionantes.
Seguindo orientações do comando nacional, os servidores devem intensificar as mobilizações com “atos mais radicais” nas próximas semanas para forçar uma resposta definitiva do Executivo Federal.

