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Que país é este?

Publicado em 06/08/2024

       Tudo que poderia ser feito para fragilizar a nossa democracia, de caso pensado, já foi feito.  

      De um lado e de outro, e no nosso caso, vindo de todos os cantos e recantos, numa reciprocidade altamente prejudicial a nossa própria democracia, ainda assim, o nosso regime político-partidário possibilitou que, presentemente, o nosso Congresso Nacional, nossos 27 governadores e os nossos 5.570 prefeitos provenham de mais de 20 partidos políticos.

        Resultado: nas suas renhidas batalhas na busca de suas eleições, como critério, tem predominado a desmoralização de todos os candidatos que entram em disputa. A lembrar: os EUA, considerado a mais exemplar democracia do mundo, apenas dois partidos, o republicano e o democrata reservam-se no poder, notadamente, na presidência de sua República.

        Particularmente, não vejo como a nossa atividade política melhorará, e como conseqüência, a nossa própria democracia, enquanto a nossa anárquica e desaconselhável legislação partidária e eleitoral se mantiver. Parece piada: a nossa atual legislação eleitoral, como se já não bastasse toda sorte de artimanhas, passou a permitir que faltando apenas seis meses para uma determinada eleição, alguém que tenha se elegido por um partido possa abandoná-lo e filiar-se a qualquer outro e levando consigo o próprio mandato. Esta malandragem deriva da tal “janela partidária”.

       A nossa atual polarização política, por sê-la pessoal e não partidária, reporto-me ao lulismo e ao bolsonarismo, me faz lembrar o imortal Bertold Brechet. É dele a seguinte expressão: “maldito o país que precisa de heróis”.

       Se para os lulistas o ex-presidente Jair Bolsonaro é um genocida, golpista e ladrão de jóias, estas entre outras desqualificações, para os bolsonaristas o atual presidente Lula é um corrupto, o maior de toda a nossa história, que só voltou à presidência da nossa República por haver sido escondenado, graças a uma decisão injusta e parcial do nosso STF-Supremo Tribunal Federal.

        Neste espaço, freqüentemente, tenho exposto as minhas preocupações a cerca do futuro da nossa democracia e do nosso próprio país. Embora ciente da minha raquítica influência, ainda assim e não raramente, relembro-me de uma expressão de autoria do saudoso Renato Russo, quando no distante ano de 1978, numa das suas canções, assim questionava: “que país é este?”

        Nunca fui lulista, ainda assim, na nossa mais recente disputa presidencial decidi votar no candidato Lula, justamente por entender que a sua eleição, disputada em 2º turno, contra o candidato Jair Bolsonaro, não seria uma ameaça à nossa democracia.

       O que aconteceu no dia 8 de janeiro de 2023 foi uma inquestionável tentativa de golpe, e no meu entender e dos melhores analistas políticos, o hoje ex-presidente Jair Bolsonaro além de ser o primeiro interessado esteve por trás de todas as suas manobras.

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