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quarta-feira, 18 de março de 2026
O RIO BRANCO
Artigos do Narciso

Na contramão.

Publicado em 18/03/2026

“Nunca houve uma guerra boa nem uma paz ruim.”

A expressão acima teve como autor Benjamin Franklin, diplomata e um dos Pais Fundadores dos EUA, entre os anos 1785 e 1788. Ainda assim, as guerras se sucedem em uma sequência que parece não ter fim; e, enquanto esta irracionalidade permanecer, continuará prevalecendo a lei do mais forte.

Nos anos que seguiram ao final da 2ª Guerra Mundial, tudo levava a crer que os EUA passariam a reinar em todo o mundo. Mas eis que veio a URSS, não apenas para se contrapor aos próprios EUA, mas também para proclamar: “Em nós, mandamos nós”. Disto resultaram os 44 anos da nada saudosa Guerra Fria.

Diretamente, os EUA e a URSS nunca se enfrentaram, mas indiretamente sim. Afinal de contas, ambos só pensavam em aumentar as suas alianças e os seus respectivos arsenais atômicos. Quando, em 1952, o Reino Unido passou a dispor das referidas armas, vários outros países seguiram a mesma caminhada e, presentemente, uma dezena de países já as possui, destacando-se a belicosa Coreia do Norte, comandada pelo inconsequente Kim Jong-un.

Pergunto eu: se a Venezuela dispusesse de um razoável estoque de bombas atômicas, o presidente Nicolás Maduro teria sido questionado (ou acuado) da forma que foi? Certamente não. Se o Irã já detivesse o estoque de bombas atômicas que estava em construção, os EUA o teriam invadido e feito o que fizeram? Certamente não.

Infelizmente, o trio Donald Trump, Benjamin Netanyahu e Vladimir Putin encontra-se a postos, muitíssimo bem instalados e tramando expandir os seus domínios. Em busca da paz é o que menos planejam.

O que têm feito os EUA para pôr fim à guerra Rússia/Ucrânia e às várias guerras que se sucedem no Oriente Médio? Pouco ou quase nada. Afinal de contas, por dispor de um estoque de bombas atômicas superior até ao dos próprios EUA, a Rússia não teme suas ameaças e ações.

Quem diz buscar a paz preparando-se para as guerras não busca a paz, mas sim as guerras. A propósito, bastou que ocorressem algumas discordâncias entre os países europeus e os próprios EUA para que os seus relacionamentos passassem a mudar. A exemplificar: ultimamente, em toda a Europa, os países aumentaram os seus respectivos orçamentos militares para se prevenirem de futuras guerras.

Sempre contestei o regime político vigente no Irã, política e religiosamente comandado pelos aiatolás, assim como o regime em que o tirano Nicolás Maduro pretendia permanecer na Venezuela; porém, discordo dos meios absolutamente antidemocráticos que foram utilizados para afastá-los do poder que exerciam.

De “senhor da paz”, os EUA insistem em ser o “senhor das guerras”?

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