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Lula justifica veto ao aumento de deputados e defende foco em governabilidade e estratégia política

Publicado em 04/08/2025

Durante discurso no Encontro Nacional do PT neste domingo (4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva explicou os motivos que o levaram a vetar o aumento no número de cadeiras da Câmara dos Deputados. Segundo ele, a proposta não atende às reais necessidades do país no momento.

“Alguns não queriam que eu vetasse o aumento de deputados na Câmara. Eu vetei porque não é disso que o Brasil está precisando, gente”, afirmou Lula. Ele reconheceu que o Congresso tem a prerrogativa de derrubar o veto e disse estar aguardando os desdobramentos.

O veto presidencial ocorreu após o Congresso aprovar a ampliação de cadeiras na Câmara como resposta a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a redistribuição das 513 vagas com base no Censo Demográfico de 2022. Para evitar a redução do número de parlamentares em alguns estados, deputados e senadores optaram pela criação de novas vagas, o que acabou sendo barrado por Lula. Ele defende que a redistribuição ocorra dentro do número atual de assentos, mesmo que isso implique em perdas para algumas regiões. “Uns estados vão perder e outros vão ganhar. Qual é o problema?”, questionou.

Além do veto, Lula aproveitou o evento para cobrar do PT uma atuação mais estratégica nas eleições de 2026. O presidente destacou que o partido precisa ampliar sua presença no Congresso, especialmente no Senado, onde a oposição tem força. “Nessa eleição, nosso partido só elegeu 70 deputados de 513. É muita diferença. Se nós fôssemos bons como nós pensamos que somos, a gente teria eleito pelo menos uns 140 ou 150”, avaliou.

Lula também admitiu que enfrenta dificuldades para aprovar projetos por não ter maioria suficiente no Congresso. Ele ressaltou a importância da articulação política e da negociação com forças que não fazem parte da base aliada. “A arte da política é convencer quem não pensa igual a gente a votar nas coisas que nós mandamos”, declarou, citando como exemplo a aprovação da reforma tributária, que enfrentava resistência há décadas.

Em tom realista, o presidente reconheceu que o cargo exige diálogo com diferentes setores, independentemente de afinidades pessoais. “Eu não tenho que saber se o presidente da Câmara gosta de mim. Eu tenho que saber que ele ocupa um posto importante, e que, portanto, eu preciso mais dele do que ele de mim.”

Ainda durante o evento, Lula fez um apelo por unidade dentro do partido, criticando disputas internas baseadas em interesses pessoais. Ele pediu que o PT supere divisões estaduais e foque em construir uma estratégia comum para o próximo ciclo eleitoral.

Lula também rebateu críticas sobre a escolha de Gleisi Hoffmann para o cargo de ministra das Relações Institucionais, responsável pela articulação política com o Congresso. Segundo ele, apesar das desconfianças iniciais, Gleisi está se consolidando como uma das principais lideranças do governo nesse campo. “Muita gente achou que eu era louco. Mas com apenas poucos meses, a Gleisi será a melhor ministra das Relações Institucionais”, concluiu.

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