Atualizada em 22/04/2024 09:53
Polêmica a vista! Ludmilla sofreu uma grave acusação nas redes sociais, durante a manhã de segunda-feira, 22 de abril, de intolerância religiosa contra religiões de matrizes africanas por um trecho de seu show no Coachella.
“Só Jesus expulsa o Tranca Rua das pessoas”, seguido de uma imagem de uma pessoa pisando em uma oferenda.
Tranca Rua é uma falange, ou agrupamentos, de entidades espirituais da Quimbanda e da Umbanda e é responsável pela limpeza e abertura de caminhos espirituais, segundo as crenças. É representado pelas cores preto, vermelho e branco.
A justificativa de Ludmilla
Após a viralização do trecho, alguns fãs e haters pontuaram que acharam incoerente ela abrir o show com um discurso poderoso de Erika Hilton sobre inclusão, mas incluir este trecho no telão.
O momento aconteceu na sua performance de “Rainha da Favela”. Em sua defesa, a cantora escreveu:
“Hoje tiraram do contexto uma das imagens do vídeo do telão do show em Rainha da Favela, que traz diversos registros de espaços e realidades a qual eu cresci e vivi por muitos anos, querendo reescrever o significado dele, e me colocando em uma posição que é completamente contrária a minha.”
Ludmilla justificou o trecho e pontuou sua posição, onde explicou porque as imagens fortes estiveram presentes:
“Rainha da Favela apresenta a minha favela, uma favela real, nua e crua, onde cresci, mas infelizmente se vive muitas mazelas: genocídio preto, violência policial, miséria, intolerância religiosa e tantas outras vivências de uma gente que supera obstáculos, que vive em adversidades, mas que não desiste.”
Exportar a realidade
Em seguida, ela disse que não queria exportar uma favela que se reduz a bailes, funk, bunda e cerveja, mas que queria mostrar uma realidade nada ‘gourmetizada’ de onde nasceu:
“Meu show começa com uma mensagem muito explícita, que não deixa dúvida sobre nada! Na sequência eu apresento a realidade sobre a qual esse discurso precisa prevalecer. Estou aqui pelo que é real e não essa versão vitrine importada para gringo achar que esse é um espaço que se reduz a funk, bunda e cerveja!”
Ponto final?
Por fim, Ludmilla postou o vídeo completo e disse que pediu para uma fotógrafa de dentro da favela filmar a realidade.
Ela ainda pediu para que não a coloquem no lugar de intolerante e que, acima de tudo, respeita todas as crenças, sexualidades, raças e fé:
“Esse vídeo é feito por uma fotógrafa/videomaker negra e periférica, para que tivesse um olhar de dentro para fora! Não me coloquem nesse lugar, vocês sabem quem eu sou e de onde eu vim. Não tentem limitar para onde eu vou. Respeito todas as pessoas como elas são, e independente de qualquer fé, raça, gênero, sexualidade ou qualquer particularidade de que façam elas únicas.”
[ O Fuxico]