Publicado em 14/06/2026
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21, morreu após uma atividade de rope jump na ponte do Esqueleto, em Limeira (SP) – Dudz Rodrigues no Instagram
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Eles foram presos em flagrante e responderão por dolo eventual, segundo a polícia; defesa não foi identificada
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Maria Eduarda Rodrigues Freitas, 21, foi lançada de ponte sem estar presa a equipamentos
*Com informações Folha de São Paulo
A Justiça de Limeira (SP) converteu em preventiva (sem prazo) a prisão de três homens detidos em flagrante no sábado (13) após a morte de Maria Eduarda Rodrigues Freitas, 21, lançada durante uma atividade de rope jump (salto com corda) na ponte do Esqueleto, localizada no limite com a cidade de Cordeirópolis, no interior de São Paulo.
Segundo a polícia, os três homens, de 27, 32 e 42 anos, foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual.
A conversão da prisão em preventiva ocorreu na manhã deste domingo (14), em audiência de custódia realizada por videoconferência. Com isso, os três responderão ao processo presos.
O nome dos suspeitos não foi informado pela polícia. A reportagem busca a defesa dos presos.
Segundo o boletim de ocorrência, no momento do salto, os equipamentos de segurança não estavam devidamente fixados. A vítima não resistiu à queda e o óbito foi constatado por equipes do Samu.
Seis pessoas foram conduzidas ao Distrito Policial de Limeira para prestar esclarecimentos e três acabaram presas.
“As investigações prosseguem para apurar as circunstâncias e eventuais responsabilidades”, diz a SSP (Secretaria da Segurança Pública), em nota.
Segundo o governo federal, a empresa responsável pela atividade não possuía autorização para realizar esse tipo de prática.
O corpo de Maria Eduarda foi enterrado neste domingo em Jandira, na Grande São Paulo.
Imagens compartilhadas em redes sociais indicam que ela teria sido arremessada sem estar presa a qualquer tipo de corda.
O rope jump, também conhecido como “pêndulo humano”, consiste em saltos de grandes alturas com o praticante preso a cordas que produzem um movimento de balanço após a queda. A modalidade difere do bungee jump. Neste, o praticante utiliza uma corda elástica que provoca rebotes.
A ponte do Esqueleto é um conhecido ponto de saltos na região, com registro de ao menos outras duas pessoas feridas no ano passado —ao terem se chocado contra o chão durante salto de “rope jump”, segundo a imprensa local. Em 2024, a estrutura chegou a ter o acesso bloqueado a pedido da União após a morte de uma ciclista, porém as atividades foram posteriormente retomadas.

