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Justiça aceita denúncia e transforma em réus acusados pela morte de Moisés Alencastro

Publicado em 27/01/2026

A Justiça do Acre aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado (MPAC) contra Antônio de Souza Moraes e Nathaniel Oliveira de Lima, acusados de assassinar o colunista social Moisés Ferreira Alencastro e Souza. Com a decisão, os dois passam oficialmente à condição de réus no processo criminal. A informação foi divulgada nesta terça-feira (27).

A decisão é do juiz Alesson Braz, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar, e acompanha o entendimento do inquérito conduzido pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Os acusados responderão por homicídio qualificado, com agravantes de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de furto qualificado do veículo e do celular de Moisés.

A denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Efraim Henrique Mendoza, descreve detalhadamente a dinâmica do crime e descarta a hipótese de motivação homofóbica. Essa linha investigativa também foi rejeitada desde o início pela defesa. Segundo o advogado David Santos, que representa Antônio Moraes, o caso se trata de homicídio qualificado, sem enquadramento como crime de ódio.

De acordo com as investigações, o crime ocorreu por volta das 21h do dia 21 do mês passado, no apartamento da vítima, no bairro Morada do Sol, em Rio Branco. Conforme o MP, Moisés permitiu a entrada de Antônio Moraes, com quem mantinha um relacionamento, e de Nathaniel Oliveira de Lima, que estaria no local pela primeira vez.

Ainda segundo o inquérito, um desentendimento entre Nathaniel e a vítima deu início às agressões físicas. Mesmo após Moisés pedir que os dois deixassem o imóvel, o ataque teria continuado. A denúncia aponta que Antônio Moraes utilizou uma faca, enquanto Nathaniel seguiu agredindo a vítima.

Após o homicídio, os acusados fugiram levando o celular e o veículo de Moisés, que foi abandonado horas depois no quilômetro 15 da estrada do Quixadá. Antônio Moraes foi preso quatro dias após o crime, e Nathaniel Oliveira de Lima foi localizado e detido no dia seguinte. Ambos confessaram a autoria, conforme a investigação.

A defesa informou que já prepara a resposta à acusação e segue analisando as provas reunidas no processo. Sobre um eventual pedido de revogação da prisão preventiva, o advogado afirmou que, por ora, não há intenção de solicitar a liberdade do réu, embora a possibilidade não esteja descartada em fases posteriores da ação penal.

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