32.3 C
Rio Branco
sábado, 31 de janeiro de 2026
O RIO BRANCO
Policial

IML realiza procedimentos periciais em aldeia indígena após morte de agente de saúde em acidente fluvial em Sena Madureira

Publicado em 31/01/2026

IML atua de forma excepcional em aldeia indígena de Sena Madureira, realizando todos os procedimentos periciais no local após acidente fluvial no rio Iaco. Foto: cedida

A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), com atuação do Instituto Médico Legal (IML) e apoio do Departamento de Polícia da Capital e do Interior (DPCI), realizou, na sexta-feira, 30, todos os procedimentos periciais no local de residência do agente de saúde indígena Isaias Salomão Manchineri, que veio a óbito em um acidente fluvial ocorrido na zona rural de Sena Madureira, no interior do Acre, em uma região de difícil acesso, nas proximidades da fronteira com o Peru.

O acidente aconteceu no rio Iaco, quando a vítima viajava em uma canoa e, durante o trajeto, um barranco cedeu às margens do rio, provocando a queda de uma árvore de grande porte sobre a embarcação, em decorrência de um desmoronamento. O impacto foi fatal.

Diante das dificuldades de acesso à localidade e das condições adversas do tempo, uma equipe do IML se deslocou de Rio Branco por volta das 9h, com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), até a Aldeia Santa Cruz. No local, foi montada uma estrutura provisória para a realização de todos os procedimentos periciais necessários.

De forma excepcional, os exames foram realizados integralmente na própria comunidade, sem a necessidade de remoção do corpo ou de exames complementares, possibilitando a liberação imediata à família. A medida respeitou tanto os protocolos legais quanto as particularidades culturais da comunidade indígena, além de garantir celeridade e dignidade no atendimento.

IML e CIOPAER atuando lado a lado com a comunidade indígena da Aldeia Santa Cruz, em Sena Madureira. Foto: cedida

Segundo o diretor do Instituto Médico Legal, Dr. Ítalo Maia, a atuação seguiu rigorosamente os critérios técnicos e humanos exigidos pela situação. “Diante das condições de difícil acesso, do mau tempo e da localização remota da comunidade, o Instituto Médico Legal adotou um procedimento excepcional, montando toda a estrutura necessária no próprio local onde a vítima residia. Essa atuação garantiu que todos os exames periciais fossem realizados com segurança, legalidade e respeito à família e à cultura da comunidade indígena, permitindo a liberação imediata do corpo, sem a necessidade de remoção ou exames complementares”, destacou.

Após a conclusão dos trabalhos periciais e a liberação do corpo aos familiares para a realização dos ritos fúnebres, a equipe do IML, com apoio do Ciopaer, retornou à capital por volta das 16h.

Compartilhe:

Artigos Relacionados

Homem é preso pela polícia civil acusado de estuprar a própria filha de 13 anos no interior do Acre

Marcio Nunes

Candidata a vereadora e irmã são torturadas e mortas após evento

Raimundo Souza

Governo do Acre moderniza armamentos da Polícia Civil

Marcio Nunes

Condenação de policial penal por assassinato é resposta da sociedade contra abusos, diz promotora

Kevin Souza

Justiça solta suspeitos de ajudarem acreanos fugitivos de Mossoró

Jamile Romano

Forças de segurança deflagram Operação Sufrágio em Feijó para combater crime organizado nas eleições

Jamile Romano