Publicado em 14/04/2026
Foto: Pedro Devani/Gov Acre
Por Redação
O Governo Federal oficializou o reconhecimento de estado de emergência em seis municípios acreanos, após o volume de chuvas do mês de abril atingir marcas históricas e deixar um rastro de destruição em diversas regiões do estado. O cenário crítico provocado pelo rigoroso inverno amazônico no Acre ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (14).
A medida, publicada no Diário Oficial da União, contempla as cidades de Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Plácido de Castro, Rodrigues Alves e Tarauacá. Segundo o levantamento mais recente, cerca de 40 mil pessoas já foram impactadas pelas cheias, incluindo moradores de áreas urbanas, comunidades rurais e populações ribeirinhas.
Rios acima da cota de transbordamento
O acumulado de chuvas nos primeiros 14 dias de abril surpreendeu as autoridades, chegando a 280 milímetros em pontos isolados. O resultado foi o transbordamento de mananciais importantes:
Cruzeiro do Sul: O rio atingiu a marca de 14,06 metros, superando em mais de um metro a cota de transbordamento (13 metros).
Feijó: O nível das águas chegou a 12,34 metros, mantendo a cidade em constante estado de alerta.
O transbordamento tem forçado famílias a abandonarem suas casas, aumentando o número de desabrigados e desalojados. Além do drama social, a infraestrutura urbana sofre com alagamentos e o setor agrícola amarga perdas significativas, afetando diretamente a segurança alimentar e a economia local.
Liberação de recursos e assistência
Com o reconhecimento federal por meio da Defesa Civil Nacional, as prefeituras dos municípios afetados agora têm caminho livre para solicitar recursos emergenciais junto ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
A verba será destinada a ações de socorro, que incluem:
Assistência humanitária: Compra de alimentos, água potável e kits de higiene para as famílias.
Logística: Apoio no deslocamento de pessoas em áreas de risco.
Recuperação: Obras emergenciais para restabelecer o acesso em áreas isoladas e reparo de infraestruturas danificadas.
Para que a liberação ocorra, os gestores municipais devem cadastrar seus planos de trabalho no sistema federal, detalhando a necessidade de cada localidade para análise técnica e posterior repasse financeiro.

