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Favorito ao Senado, Gladson Cameli ocupa posição estratégica em cenário que desafia planos de Bolsonaro

Publicado em 02/01/2026

A corrida pelas duas vagas do Senado Federal em 2026 já começa a redesenhar o mapa político do Acre. Levantamento divulgado pelo jornal Estadão, a partir de pesquisas realizadas por diferentes institutos, aponta o governador Gladson Cameli (PP) como um dos principais favoritos para conquistar uma das cadeiras. Apesar do cenário favorável, sua eventual eleição se insere em uma articulação nacional complexa, que envolve tanto os planos do ex-presidente Jair Bolsonaro de ampliar a força conservadora no Senado quanto os esforços do governo Lula para preservar a governabilidade.

O Acre aparece como um estado estratégico para o bolsonarismo, que trabalha com a meta de eleger até 54 senadores em todo o país, número considerado suficiente para viabilizar pautas sensíveis, como a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). No cenário local, pesquisas do instituto Paraná Pesquisas indicam que Gladson Cameli lidera as intenções de voto, ultrapassando os 40% em alguns levantamentos, o que reforça sua condição de favorito.

Especialistas, no entanto, ponderam que o avanço de nomes ligados à direita não significa adesão automática às pautas mais radicais defendidas por setores da oposição.

Centro-direita deve prevalecer sobre discurso radical

Para o CEO do Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, o perfil do Senado que será formado a partir de 2027 tende a ser mais conservador, especialmente em temas de costumes, mas não necessariamente alinhado a propostas extremas, como a cassação de ministros do STF.

Segundo Hidalgo, governadores que devem disputar vagas no Senado — a exemplo de Gladson Cameli, Antônio Denarium, Cláudio Castro e Mauro Mendes — ocupam majoritariamente o campo da centro-direita e mantêm uma postura mais institucional.

“Teremos, sim, um Senado mais conservador e voltado para pautas de costumes. Mas não acredito que haverá um número expressivo de senadores dispostos a votar pelo impeachment de ministros do Supremo. Esses governadores favoritos se posicionam no centro-direita e dificilmente adotariam esse tipo de enfrentamento”, avalia.

No caso do governador do Acre, que encerra seu segundo mandato em 2026, a possível ida ao Senado representa a continuidade de sua influência política em âmbito nacional. Ao longo de sua gestão, Cameli adotou uma postura pragmática, mantendo diálogo com o Governo Federal para assegurar investimentos e recursos para o estado — uma estratégia que o distancia do perfil de um bolsonarismo ideológico mais radical.

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