Publicado em 24/06/2026
Por que os nossos “governadoráveis” ainda não escolheram os seus vices?
Logicamente, os arranjos para as concretudes de suas respectivas chapas ainda dependem de alguns acertos. Afinal de contas, a disputa pelo governo do nosso Estado não perdoará o candidato ou a candidata que, buscando compor sua chapa, fizer escolhas equivaocadas.
Que a noiva do momento é a ex-deputada federal Jéssica Sales já é plenamente sabido, e ela é até mesmo a mais cobiçada. Afinal de contas, o Vale do Juruá sempre teve e continuará tendo grande importância na disputa pelo governo do nosso Estado, e é ela, entre todos os potenciais candidatos a vice, a potencialmente mais cortejada.
Entretanto, e sabe-se lá por quê (pois somente ela sabe os porquês), Jéssica Sales nunca demonstrou maior interesse em se candidatar a vice-governadora, a despeito do seu nome, volta e meia, aparecer como companheira de chapa da atual governadora e candidata à reeleição, Mailza Assis. A ver!
Ninguém, eleitoralmente, por mais experimentado que seja, arrisca-se a afirmar quem será o candidato ou a candidata a vice dos candidatos Alan Rick, Mailza Assis e Tião Bocalon. Esta indecisão só chegará ao fim quando a elegibilidade do ex-governador Gladson Cameli vier a ser confirmada ou não, pois é desta definição que Jéssica Sales irá definir a sua candidatura.
Se a candidatura de Alan Rick, com base nas pesquisas e até mesmo nas manifestações espontâneas dos nossos eleitores, já está com o seu lugar assegurado no 2º turno, a disputa pela 2ª vaga se dará entre a governadora Mailza Assis e Tião Bocalon. Entretanto, na disputa pelas duas vagas do Senado, caso o ex-governador Gladson Cameli se mantenha inelegível, aí sim, Jéssica Sales disputará uma das duas vagas do Senado.
De todo modo, causa bastante estranheza nos encontrarmos a menos de quatro meses para as próximas eleições e nem os candidatos e nem mesmo os seus respectivos partidos ainda terem se posicionado — nem mesmo o glorioso MDB do ex-deputado federal João Correia.
Claro que a Copa do Mundo, partidária e eleitoralmente, pôs o mês de junho em banho-maria no que diz respeito às nossas disputas eleitorais. Entretanto, após o seu término, aí sim, o jogo eleitoral passará a ser jogado de veras (ou de verdade), e ai dos candidatos e dos partidos que não estiverem com seus pulmões preparados para os embates que surgirão.
Decerto, e com base nas candidaturas, inclusive as dos candidatos a deputados federais e estaduais em nosso Acre, as nossas próximas eleições serão as mais disputadas de nossa história. Demais a mais, graças à dinheirama que vai irrigar o nosso mercado eleitoral, a compra de votos vai correr solta e dar muito trabalho à nossa Justiça Eleitoral.

