Publicado em 10/04/2026
Foto: Reprodução
Por Redação
O presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens no Acre (ABAV/AC) e do Conselho Municipal de Turismo, Rizomar Araújo, cumpre uma agenda estratégica na capital federal nesta semana com um objetivo claro: baratear o custo das passagens aéreas e tirar o Acre do isolamento logístico.
Em reuniões com o senador Alan Rick, a diretoria da Embratur e representantes do Ministério de Portos e Aeroportos, Araújo defendeu que a solução para os altos preços praticados na região não depende da criação de novas leis, mas da execução das que já existem.
O subsídio do QAV na Amazônia Legal
O ponto central da pauta é a regulamentação da Lei Geral do Turismo (nº 14.978/2024). O texto prevê que recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) sejam utilizados para subsidiar o Querosene de Aviação (QAV) em estados da Amazônia Legal.
Para Rizomar Araújo, o subsídio é a ferramenta imediata para reduzir o valor final das passagens para o consumidor acreano. “Hoje o problema não é falta de lei, é falta de execução. Esse benefício precisa chegar na ponta, no preço que nós, cidadãos acreanos, pagamos”, enfatizou.
Expansão da malha regional com aviões da Embraer
Outra frente de articulação busca incluir Rio Branco e Cruzeiro do Sul nos planos de expansão da Latam, utilizando aeronaves da Embraer, que são mais eficientes para rotas regionais. A proposta desenha um corredor de conectividade que ligaria Manaus, Porto Velho, Rio Branco e Cruzeiro do Sul, garantindo maior fluxo entre as capitais do Norte.
A internacionalização definitiva do aeroporto de Rio Branco também foi apresentada como uma medida estruturante para conectar o estado ao mercado da América do Sul.
Acre no cenário internacional
Na Embratur, Rizomar discutiu estratégias para inserir o Acre nas campanhas de promoção turística do Brasil no exterior. Entre os encaminhamentos definidos estão:
Missão Técnica: Avaliação in loco do potencial turístico do estado;
Promoção Global: Inclusão dos atrativos amazônicos do Acre em feiras internacionais;
Integração Sul-Americana: Foco em atrair voos de países vizinhos para fortalecer a bioeconomia e o turismo de natureza.
“O Acre tem atrativos únicos e uma localização estratégica. O que falta é visibilidade e integração com o mercado internacional”, defendeu o presidente da ABAV/AC.

