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Corrupção legalizada

Publicado em 02/06/2025

 As emendas parlamentares aos nossos orçamentos em muito vem contribuindo com a nossa corrupção

Do presidente da nossa República, passando pelos nossos 27 governadores e chegando aos prefeitos das nossas grandes cidades, as emendas parlamentares aos seus respectivos orçamentos já se constituem naquele que não tardará a se transformar no maior escândalo da nossa história, até porque, e por incrível que pareça, os bilhões que alimentam o referido esquema já se tornou numa imoralidade aparentemente  legalizada.

Não são da competência dos nossos senadores, deputados federais, deputados estaduais e vereadores participarem das elaborações dos nossos orçamentos públicos. Aprová-los e fiscalizá-los sim, executá-los não.

 As tais emendas têm se prestado, preferencialmente, como moeda de troca no nosso já bastante corrompido mercado eleitoral, e mais ainda, tem propiciado aos nossos parlamentares, se não a todos, mas a uma considerável parcela deles, a obterem alguns percentuais das suas correspondentes emendas. Esta espécie de pilantragem, se devidamente caracterizadas, deveria ser denominadas pelo seu devido nome: propina.

Até quando esta roubalheira será mantida? No que depender dos nossos representantes políticos com assento nas nossas Casas Parlamentares, ainda por bastante tempo, justamente porque, são eles os principais beneficiários de suas correspondentes emendas.

Presentemente, e tomando por base as emendas apresentadas pelos nossos deputados federais, cada um deles apresenta R$-60 milhões, anualmente. E o mais grave: à maioria das tais emendas são endereçadas àqueles com os quais, as negociatas já haviam sido realizadas.

 As emendas parlamentares aos nos orçamentos públicos, quando somadas aos bilhões de reais que alimentam o nosso chamado “Fundo Eleitoral” já transformaram a nossa atividade parlamentar, numa das mais lucrativas do nosso país.

Num mandato de quatro anos, cada um dos nossos deputados federais  dispõem de mais de R$-200 milhões para investirem em favor de suas próprias reeleições e não raramente, ainda sobra uma pontinha para  proporcionar o aumento do seu patrimônio pessoal. Em relação aos nossos senadores tais vantagens, pelo foto dos seus mandatos serem de oito anos, se dão em dose dupla.

Como todas as gastanças patrocinadas pelos nossos parlamentares são financiadas com recursos públicos e como o nosso próprio déficit público já se revelou insuportável, pergunto: por quanto tempo ainda teremos que esperar para assistirmos o fim das tais emendas parlamentares, não penas pelas suas gastanças, sim e também, pela corrupção que as mesmas já provocaram ao nosso já bastante corrompido ambiente político?

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