25.3 C
Rio Branco
domingo, 11 de janeiro de 2026
O RIO BRANCO
Política

Contas públicas têm déficit de R$ 38,8 bi em junho e fecham pior 1º semestre desde 2020

Publicado em 26/07/2024

Mesmo com a expansão das receitas federais, as contas do governo central tiveram um déficit de R$ 38,8 bilhões em junho, informou nesta sexta-feira (26) o Tesouro Nacional.

O resultado é menos negativo do que o rombo de R$ 47 bilhões verificado em junho de 2023, em valores atualizados, mas ainda é o 4º pior para o mês na série histórica, iniciada em 1997.

Com isso, o saldo das contas no primeiro semestre foi um déficit de R$ 68,7 bilhões, o pior resultado para o período desde 2020, quando a pandemia de Covid-19 levou a um rombo de R$ 544,1 bilhões nos primeiros seis meses do ano.

As contas do governo central incluem Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social.

 

Em junho, houve crescimento expressivo da receita líquida (descontadas as transferências para estados e municípios), com alta real de 5,8% ante igual mês de 2023.

Já a despesa subiu 0,3% acima da inflação no mesmo período, mas o resultado é influenciado pela base de comparação. Em 2023, parte do 13º dos aposentados foi paga em junho, enquanto neste ano o repasse foi feito entre abril e maio.

Por causa desse efeito, o gasto com benefícios previdenciários teve uma queda real de 7% em junho. Esse resultado, no entanto, não reflete a dinâmica real da despesa em 2024.

No acumulado do primeiro semestre, a alta foi de 8,7% acima da inflação, chegando a R$ 501,9 bilhões. Em termos absolutos, isso representa uma despesa R$ 40 bilhões maior do que no primeiro semestre de 2023.

Outra despesa que tem crescimento expressivo é o BPC (Benefício de Prestação Continuada), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. Só no mês de junho, o gasto com essa política foi de R$ 9,2 bilhões, uma alta de 16% em relação a igual mês de 2023, já descontada a inflação.

No primeiro semestre, a despesa com o BPC alcançou R$ 54,2 bilhões, um crescimento real de R$ 17,3 bilhões. A diferença em termos absolutos é de R$ 8 bilhões.

Os gastos com benefícios previdenciários e BPC estão na mira do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pretende fazer um pente-fino nessas políticas. O ministro Fernando Haddad (Fazenda) anunciou no início do mês um corte de R$ 25,9 bilhões em gastos obrigatórios para 2025, o que passa pela revisão dos benefícios.

O resultado das contas também é influenciado pelas despesas extras para enfrentar a calamidade no Rio Grande do Sul. O governo federal destinou R$ 1,1 bilhão em despesas primárias em junho para combater os efeitos da tragédia. No semestre, o valor chega a R$ 7,7 bilhões. As cifras não consideram gastos financeiros, para viabilizar linhas de crédito, por exemplo

[Folha Uol]

Compartilhe:

Artigos Relacionados

Duas semanas após acidente, Lula retorna ao hospital para checkup

Raimundo Souza

Marina Silva defende atuação técnica do Ibama na Foz do Amazonas

Jamile Romano

Alan Rick se Filiar ao Republicanos em Evento e Lança Pré-Candidatura ao Governo

Raimundo Souza

Senador Alan Rick celebra apoio de Tarcísio de Freitas em ato de filiação: “É bom caminhar ao lado de quem conhece o Acre”

Raimundo Souza

Ex-presidente Fernando Collor é preso em Maceió

Jamile Romano

Lula defende ‘jornadas de trabalho mais equilibradas’ em G20 Social

Raimundo Souza