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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
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Cesta básica em Rio Branco registra queda de 17,64% entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026

Publicado em 03/02/2026

O custo da cesta básica de alimentos para famílias de baixa renda em Rio Branco apresentou redução significativa no acumulado entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026. De acordo com pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio-AC), o valor médio da cesta passou de R$ 708,85 para R$ 583,79, o que representa queda de 17,64% no período, favorecendo o poder de compra da população.

O levantamento tem como base os preços para consumo doméstico de 15 produtos alimentícios, comercializados em supermercados locais, considerando a necessidade de abastecimento mensal de famílias formadas por até três pessoas adultas ou duas adultas e duas crianças. A coleta de dados foi realizada em 03 de fevereiro de 2026.

Entre janeiro e fevereiro de 2026, a pesquisa aponta nova retração, desta vez de 8,35%, com redução absoluta de R$ 53,20 no custo médio da cesta. Esse movimento é considerado positivo, especialmente diante do cenário econômico nacional que ainda inspira cautela.

Dos 15 itens analisados, carne bovina, leite longa vida, café em pó e óleo de soja registraram reduções superiores a 20% entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026. A carne, por exemplo, caiu de R$ 250,10 para R$ 180,90, acumulando variação negativa de 27,67%. O leite longa vida passou de R$ 69,90 para R$ 51,20 (-26,75%), enquanto o café em pó reduziu de R$ 89,54 para R$ 70,28 (-21,51%). Já o óleo de soja apresentou queda de 23,21%, passando de R$ 20,08 para R$ 15,42.

No comparativo mais recente, entre janeiro e início de fevereiro de 2026, destacam-se como itens com maiores baixas de preços o leite longa vida, o café em pó e o óleo de soja, reforçando a tendência de alívio no orçamento doméstico.

Apesar da redução geral, alguns produtos apresentaram comportamento distinto, com oscilações de alta no período, como arroz, batata e tomate, o que evidencia que o mercado segue sujeito a variações pontuais, influenciadas por fatores como oferta, demanda e custos de produção.

Para o assessor da presidência da Fecomércio-AC, Egídio Garó, “o acompanhamento sistemático do custo da cesta básica é fundamental para subsidiar análises sobre o custo de vida e orientar a formulação de políticas públicas voltadas à proteção da renda das famílias, especialmente aquelas em situação de maior vulnerabilidade social”, afirmou Garó.

A pesquisa reforça que, embora os números indiquem melhora no curto prazo, é essencial manter atenção à evolução dos preços, considerando os desafios econômicos ainda presentes e a necessidade de ações contínuas para garantir condições mínimas de consumo e segurança alimentar à população.

[Assessoria]

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