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Cela de 6 m² e 6 refeições: a rotina de Vorcaro na penitenciária federal

Publicado em 07/03/2026

Do UOL, em São Paulo

Transferido para a Penitenciária Federal em Brasília, Daniel Vorcaro ficará em uma cela de seis metros quadrados e terá direito a seis refeições e dois banhos de sol diários na prisão.

O que aconteceu

Inicialmente, Vorcaro ficará, pelo menos, 20 dias em uma cela de inclusão. Segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais, os policiais penais federais apresentam ao custodiado a rotina da unidade e entregam um documento impresso contendo todos os direitos e deveres. Não foi informado o tamanho deste tipo de cela.

No período de inclusão, a equipe do Sistema Penitenciário Federal avalia o quadro clínico do preso. A avaliação serve para identificar eventuais necessidades de atendimentos específicos, como restrições alimentares, uso de medicações ou realização de exames laboratoriais. Os procedimentos de saúde também garantem a continuidade de tratamentos que o custodiado eventualmente já realizava antes de chegar à unidade federal.

Após o período, o banqueiro irá para a cela definitiva. O espaço possui cerca de seis metros quadrados e é equipado com cama, sanitário, pia, chuveiro, mesa, assento e roupa de cama. Não há tomadas elétricas e a energia do chuveiro e das lâmpadas é ativada e desativada em horários previamente determinados.

Vorcaro terá direito a duas horas diárias de banho de sol e seis refeições por dia. Também são asseguradas todas as assistências previstas na Lei de Execução Penal, incluindo atendimentos de saúde e assistência jurídica.

Visitas sociais e atendimentos com advogados ocorrerão em parlatório, com monitoramento e controle do Sistema Penitenciário Federal. Não há televisão, rádio ou qualquer forma de comunicação externa direta.

Vorcaro estava em São Paulo

Transferência de Vorcaro foi determinada pelo ministro André Mendonça, relator no STF das investigações sobre o escândalo do Master. Antes de ser transferido, ele ficou um dia na Penitenciária 2 de Potim, no Vale do Paraíba (SP).

PF pediu a transferência para presídio federal para garantir integridade física do preso. A corporação afirmou que a custódia em unidade prisional com regime de segurança diferenciado e monitoramento mais rigoroso é necessária para “mitigar riscos institucionais associados à elevada sensibilidade da investigação”.

O caso “recomenda cautela redobrada”, disse a PF. O pedido cita ainda a “potencial capacidade do investigado de mobilizar redes de influência com aptidão para, direta ou indiretamente, interferir na regular condução das investigações ou no cumprimento das determinações judiciais.”

Ele foi preso na terceira fase da Operação Compliance Zero. A prisão aconteceu por ordem de Mendonça.

Penitenciária tem forte controle e vigilância

O presídio foi projetado para manter detentos em regime de isolamento e impedir que líderes criminosos continuem comandando atividades ilícitas de dentro da prisão. Cada uma das 208 celas tem cerca de seis metros quadrados e abriga apenas um preso. Os espaços contam com cama de alvenaria, pia, sanitário e um ponto de água fria utilizado para banho.

A rotina é marcada por forte controle e vigilância. Os detentos passam cerca de 22 horas por dia dentro das celas e têm direito a duas horas de banho de sol em áreas monitoradas. As visitas são realizadas em parlatórios com separação por vidro e acompanhamento permanente de agentes penitenciários.

A unidade abriga alguns dos presos considerados mais perigosos do país. Entre eles está Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), transferido para Brasília em 2020.

Também passou pela penitenciária Marcos Roberto de Almeida, o Tuta, apontado como sucessor de Marcola na facção. Ele foi transferido para a unidade em maio do ano passado, onde permaneceu por cinco meses até ser transferido para a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau.

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