Publicado em 13/04/2026
Foto: Reprodução
Por Redação
Começa nesta segunda-feira (13), na 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar da Comarca de Rio Branco, a audiência de instrução e julgamento de Antônio de Sousa Morais e Nataniel Oliveira de Lima. Os dois são os principais acusados pelo assassinato do ativista cultural, advogado e servidor público Moisés Ferreira Alencastro, de 59 anos.
Esta fase processual, que ocorre quase quatro meses após o crime, é decisiva para o desfecho do caso: nela, a Justiça deve definir se os réus serão submetidos a júri popular, rito padrão para crimes dolosos contra a vida.
O Crime e a Investigação
Moisés Alencastro, figura de destaque na cultura acreana e servidor do Ministério Público (MP-AC) desde 2006, foi encontrado morto no dia 22 de dezembro do ano passado, dentro de seu próprio apartamento. Segundo o laudo cadavérico anexado ao processo, a vítima foi golpeada cerca de quatro vezes com uma faca.
Além do assassinato, Antônio e Nataniel respondem por furto qualificado, referente à subtração do veículo e do aparelho celular de Alencastro após o crime.
Expectativa Judicial
O Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) ainda não confirmou o número total de testemunhas que serão ouvidas nesta segunda-feira. Após a colheita dos depoimentos e o interrogatório dos réus, o magistrado decidirá pela pronúncia (encaminhamento ao júri popular) ou impronúncia dos acusados.
O caso gerou forte comoção social em Rio Branco, dada a trajetória multifacetada de Moisés como colunista social, ativista e profissional do Direito.

