23.3 C
Rio Branco
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
O RIO BRANCO
GeralMundo

Bolívia vai às urnas para selar guinada à direita em eleição histórica

Publicado em 19/10/2025
  • Por (Jovem Pan)

Em um cenário político inédito, eleitores decidem entre um projeto de centro-direita moderado e uma agenda neoliberal mais radical para governar um país polarizado e com grandes desafios pela frente

Bolívia vive um domingo (19) histórico com a realização do segundo turno de suas eleições presidenciais, um evento que sacramenta o fim de quase duas décadas de governos de esquerda no país. Pela primeira vez desde a reforma constitucional de 2009, os bolivianos retornam às urnas para uma rodada final, que será disputada por dois candidatos de oposição, consequência direta de uma implosão no partido governista, o Movimento ao Socialismo (MAS), causada por um racha entre o ex-presidente Evo Morales e o atual mandatário, Luis Arce.

A disputa pelo comando do país se dará entre dois políticos de orientação à direita, mas com visões e estratégias distintas para o futuro da nação. De um lado, está o senador Rodrigo Paz Pereira, do Partido Democrata Cristão, que terminou o primeiro turno na liderança de forma surpreendente. Apresentando-se como uma figura mais moderada, Paz Pereira busca atrair os eleitores frustrados com a polarização, propondo um “capitalismo para todos” e a descentralização do Estado. Filho do ex-presidente Jaime Paz Zamora, ele também sinalizou a intenção de dialogar com líderes regionais, como o presidente brasileiro.

Seu adversário é o experiente político conservador Jorge “Tuto” Quiroga, da aliança Liberdade e Democracia. Quiroga, que já governou o país interinamente entre 2001 e 2002, representa uma direita mais alinhada ao neoliberalismo, defendendo medidas como o corte de empregos públicos e a privatização de recursos naturais. Um forte opositor de Evo Morales, contra quem já disputou eleições, ele busca inspiração em figuras como os presidentes de El Salvador e do Equador. Curiosamente, Quiroga já foi ministro no governo do pai de seu atual rival.

Independentemente de quem sair vitorioso, o próximo presidente boliviano encontrará um caminho desafiador. O novo governo não terá maioria no Parlamento, o que exigirá a construção de alianças políticas em um ambiente propenso a agitações sociais e instabilidade.

 

Compartilhe:

Artigos Relacionados

Irmã de Gisele irá julgar ação bilionária contra o governo Lula

Raimundo Souza

Workshop valoriza talentos de estudantes com altas habilidades no Acre

Kevin Souza

Governo do Acre promove imersão em liderança com APG Amana-Key

Raimundo Souza

Prefeitura faz últimos ajustes para abertura oficial do Natal na Praça da Revolução

Kevin Souza

Processos seletivos do Ieptec com vagas para docentes e tutores-docentes da saúde têm inscrições prorrogadas

Marcio Nunes

Final da Libertadores será às 18h de 29 de novembro, anuncia Conmebol

Redacao