Publicado em 23/03/2026
Foto: Isabel Darah
Por Redação
Após anos de espera, um dos maiores símbolos da identidade amazônica no Acre, a Biblioteca da Floresta, foi oficialmente reaberta nesta segunda-feira (23). Com um investimento de mais de R$ 4,4 milhões, o espaço foi totalmente revitalizado e passa a desempenhar um papel estratégico ao abrigar também a sede do Instituto de Mudanças Climáticas (IMC).
A reforma não apenas recupera a estrutura física, mas integra a preservação da memória acreana com as políticas públicas de futuro, focadas em sustentabilidade e participação social.
A ocupação do prédio pelo Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais (IMC) marca uma nova fase para a governança ambiental no estado. Segundo a presidente do órgão, Jaksilande Araújo, a nova sede fortalece o suporte a ribeirinhos, extrativistas e povos indígenas. “O instituto é o guardião do Sistema de Incentivo a Serviços Ambientais (SISA). Ter este espaço adequado para reuniões e deliberações é um legado que fortalece quem realmente faz a política ambiental na ponta”, destacou Jaksilande.
Para a Fundação Elias Mansour (FEM), a reabertura devolve à população um equipamento essencial para a compreensão da história regional. O presidente da fundação, Minoru Kinpara, ressaltou que o local é um guardião dos ciclos que moldaram o Acre, como o da borracha, e das tradições dos povos originários.
Mostras sobre biodiversidade e povos indígenas, Espaço dedicado a artistas regionais, com destaque para as obras de Darlan Melo, Acervo literário e documental sobre a Amazônia.
Uma das principais novidades desta nova fase é a flexibilização do atendimento. A proposta é que a Biblioteca da Floresta funcione também aos finais de semana e feriados, com possibilidade de horários estendidos para eventos e programações culturais específicas, garantindo que mais pessoas possam usufruir do espaço.

