Publicado em 09/04/2026
Foto: Mahatma Mahá/Arquivo Pessoal
Por: Alessandra Karoline
As cores e os traços da Amazônia acreana ganham destaque em um dos maiores palcos da arte urbana nacional. O artista Mahatma Mahá, 36 anos, natural de Minas Gerais, é o único representante do Acre convidado para a 10ª edição do Street of Styles, o Encontro Internacional de Graffiti, que acontece entre os dias 10 e 12 de abril.
Mahatma — nome escolhido pelo pai em homenagem ao líder espiritual Mahatma Gandhi — e Mahá — nome artístico escolhido pelo mineiro —, veio para o Acre em 2008 para estudar Arquitetura. Em 2011, fez oficinas de grafite e, desde então, o artista usa a arte urbana para expressar e registrar sua marca na capital acreana.
A arte de Mahá é facilmente reconhecida pelos moradores de Rio Branco. O artista foi o responsável pelas intervenções artísticas nos viadutos da capital, transformando o concreto em uma homenagem à identidade acreana.
A participação no projeto Street of Styles – Encontro Internacional de Graffiti, em Curitiba, só foi possível graças ao apoio de parceiros que viabilizaram o deslocamento. “Agradeço muito ao prefeito Tião Bocalom, pode deixar isso registrado” destaca Mahá.
Para Mahatma, estar presente neste encontro internacional é uma forma de executar um bom trabalho e deixar o Acre bem representado no cenário da Arte Pública que ocupará as ruas de Curitiba: “mostrar também que a gente pode estar entre os bons e também aprender, porque vai ter muito cara bom tanto da cena nacional como da cena internacional, então as expectativas são boas, justamente de compartilhar conhecimento” disse o arquiteto.
STREET OF STYLES
Mais do que cores em muros, o projeto Street of Styles consolida sua missão de transformar a paisagem urbana em uma plataforma de diálogo e transformação social. Com a organização da Cápsula Graffiti, o evento chega a Curitiba reafirmando o compromisso de democratizar o acesso à cultura e fomentar o respeito à cidadania e à igualdade social.
A iniciativa, que já se tornou um marco no calendário da capital paranaense, utiliza a arte pública como ferramenta para estimular os sentidos e integrar a estética ao cotidiano dos moradores, ressignificando o bairro como um espaço pulsante de atividade humana.

