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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024
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A ser lembrado

Publicado em 09/01/2024 10:01

   O dia 8 de janeiro de 2023 precisa ser sempre lembrado, isto para nunca mais ser repetido.

         No meio dos cerca de 4.000 vândalos que invadiram a sede dos nossos três poderes, no fatídico dia 8 de janeiro de 2023, a grande maioria deles sequer sabia qual o papel que desempenhavam, afinal de contas, se devidamente esclarecidos, uma considerável fração deles jamais teria comparecido ao maior e mais grave acontecimento de nossa história política.

Propositadamente o que aconteceu no referido dia, mês e ano, precisa ser lembrado como o dia da infâmia e, sobretudo, do total desapreço a nossa democracia. Daí ser sempre relembrado, não a título de comemoração, mas sim, com absoluto repúdio. Do contrário, a nossa democracia continuará correndo o sério risco de voltar a ser ameaçada.

Portanto, identificar os arquitetos e os financiadores do pretendido golpe de Estado, para serem severamente punidos, faz-se urgente e necessário, e em relação àqueles que sequer sabiam a natureza criminosa do papel a que foram submetidos, seja àqueles que participaram do acampamento à frente do Quartel General do Exército, em Brasília, e também, àqueles que participaram do mais trágico e antidemocrático quebra-quebra da nossa história, que assim sejam julgados.

Para restar provado que os arquitetos e os financiadores do pretendido golpe agiam em perfeita sintonia, apenas entre os dias 07 e 08 de janeiro de 2023, nada menos que 150 ônibus superlotados com os denominados patriotas, aportaram em Brasília. Quanta Coincidência!

Ainda que não tenha sido identificado como o principal fomentador do pretendido golpe, enquanto presidente da República, Jair Bolsonaro, não perdia uma única oportunidade para questionar a confiabilidade e a legitimidade do processo eleitoral, ao qual iria submeter-se, pois a vulnerabilidade das urnas eletrônicas sempre constava das suas cantilenas.

Eleito presidente nas eleições de 2018, cujos resultados advieram das urnas eletrônicas, assim como as eleições dos seus dois filhos, Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, o primeiro eleito como o deputado federal mais votado do nosso país, sem sequer dispor do correspondente domicílio eleitoral, no caso, o Estado de São Paulo, e o segundo, senador pelo Estado do Rio de Janeiro, nada vem justificar as desconfianças que o hoje ex-presidente Jair Bolsonaro tanto tem repetido em relação as nosso sistema eleitoral, sobretudo, às nossas confiáveis urnas eletrônicas.

Que as nossas não saudosas lembranças do 8 de janeiro/2023, venham se prestar como lição para que os futuros golpistas não mais se atrevam a cometer aquela que foi a mais agrave agressão a nossa democracia.

Que todos os dias 8 de janeiro sejam sempre lembrados, pois se assim procedermos, estaremos fortalecendo à nossa democracia.

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