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A paixão é cega

Publicado em 11/12/2023

Os lulistas e os bolsonaristas precisam entender que suas cegueiras só tem prejudicado a nossa democracia

Como a virtude encontra-se no meio e não nos extremos, expressão da riquíssima lavra do pensador grego, Aristóteles, as guerras em curso muito tem me incomodado, as lá fora, a guerra da Rússia contra a Ucrânia e a de Israel contra os palestinos, por exemplos, e  cá dentro, a cegueira dos bolsonaristas contra os lulistas e vice-versa.

Na Argentina, acabamos de assistir, uma das batalhas da guerra entre peronistas e não peronistas. Por que considerei como uma batalha? Porque a referida guerra vai continua, e muito certamente, se o presidente eleito, Javier Milei, vencedor da sua mais recente batalha,  não conseguir amenizar as gravíssimas crises que os argentinos estão enfrentando, a se destacar, a maior inflação do mundo, a Argentina continuará no fundo do poço em que se encontra.

Na Argentina, nos áureos tempos do peronismo, àquele que não se declarasse um dos seus adeptos jamais ascenderia ao poder, em especial, a presidência da sua República. Do recém eleito, presidente Javier Milei, que venha acusá-lo de tudo, menos que ele tenha sido condescendente com o peronismo.

Lamentavelmente, no nosso país acabamos caindo na esparrela dos “ismos”, ou seja, dos extremados, e isto como conseqüência do enfraquecimento dos nossos partidos políticos. O bolsonarismo e o lulismo, no meu entender, são apenas versões ampliadas e bastante pioradas do que foi o getulismo, o malufismo e o brizolismo, entre outros, cujos propósitos, melhor dizendo, cujos despropósitos, eram o de criar os seus falaciosos heróis.

Nas eleições presidenciais de 2018 não votei no candidato Jair Bolsonaro, ainda assim, não fiquei torcendo que a sua gestão fosse tão desastrosa, posto que, saber ganhar e também saber perder é um dos mais basilares princípios das democracias que minimamente se prezam.

Que o presidente Jair Bolsonaro foi tratado draconianamente pelos seus adversários, tendo a frente os petistas e os adeptos do lulismo, não resta à menor dúvida, entretanto, o tratamento que os bolsonaristas estão dispensando ao atual presidente Lula, verdade seja dita, já ultrapassou todos os seus limites.

Nenhum país, mesmo entre àqueles que se dizem defensores da democracia prosperará quando seus opositores se mantiverem de plantão e conspirando contra uma saudável governabilidade. Pior ainda, quando seus poderes, em prol de suas independências menosprezam as suas necessárias e indispensáveis harmonias.

Por último: para não me decepcionar, meus heróis estão no céu.

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