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Emocionado, prefeito rebate adversários, relembra “vaca mecânica” e afirma: “vão ter que tomar o leite”

Publicado em 31/03/2026

Foto: Reprodução

Por Redação

Em um discurso longo, direto e marcado por momentos de emoção, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PSDB), protagonizou nesta terça-feira (31) a inauguração do Complexo Agroindustrial da Agricultura Familiar. A fala foi marcada por críticas a adversários políticos, defesa da produção local e a reafirmação de uma proposta que, segundo ele, defende há mais de três décadas: o leite de soja.

Bocalom relembrou que a ideia surgiu ainda em 1993 e chegou a ser alvo de críticas e ironias, especialmente durante a campanha de 2012, quando adversários satirizaram o projeto com a chamada “vaca mecânica”. Em tom de resposta, o prefeito disparou:
“Eu falo de leite de soja desde 1993. Agora estamos realizando. Em 2012, fizeram chacota, mostravam uma vaca de ferro. Mas agora vão ter que engolir. Vão ter que beber o leite. Se não quiserem, os filhos e netos deles vão beber na escola”.

Apesar da provocação, ele reconheceu que a aceitação do leite de soja pode não ser imediata, principalmente entre crianças, mas demonstrou confiança na adaptação ao produto. Comparou, inclusive, com bebidas industrializadas populares, afirmando que o consumo tende a crescer com o tempo.

O prefeito também destacou o valor nutricional do alimento, afirmando que pode ser consumido por diferentes públicos, incluindo crianças, idosos e pessoas em recuperação de saúde. Segundo ele, o produto será um importante reforço na alimentação escolar.

Durante o evento, que reuniu produtores rurais, estudantes e autoridades, Bocalom enfatizou o caráter social da iniciativa, voltada principalmente à segurança alimentar infantil. Ele agradeceu a presença de educadores e agricultores e destacou a importância da participação de todos no projeto.

Ao ampliar o foco do discurso, o prefeito ressaltou que a fábrica de leite de soja faz parte de um complexo maior, que inclui o beneficiamento de arroz, feijão e milho. Para ele, o objetivo é fortalecer a produção local e reduzir a dependência de produtos vindos de fora do estado.

“O Acre nunca teve uma estrutura como essa. Agora temos uma linha moderna de beneficiamento de grãos. Chega de consumir arroz, feijão e milho de fora”, afirmou.

Bocalom também destacou que o complexo foi viabilizado com recursos próprios do município, somando mais de R$ 20 milhões em investimentos. Ele reforçou a importância da gestão responsável dos recursos públicos para garantir obras e projetos estruturantes.

Outro ponto abordado foi a necessidade de geração de renda como caminho para combater a pobreza. O prefeito citou dados sobre vulnerabilidade social no estado e defendeu mudanças no modelo de desenvolvimento econômico.

“O importante é colocar dinheiro no bolso das pessoas. E isso só vem com trabalho. Dinheiro não cai do céu”, declarou.

Ele também criticou a ideia de que apenas a floresta seria suficiente para sustentar o desenvolvimento do estado, defendendo maior incentivo à produção agrícola. Segundo o prefeito, a nova estrutura já desperta o interesse de produtores, especialmente no setor da soja, que agora poderá ser beneficiada localmente.

Ao encerrar, Bocalom reafirmou o compromisso com a agricultura familiar e destacou que o fortalecimento da produção local deve gerar emprego, renda e desenvolvimento para o Acre.

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